Durigan diz que 'nenhum governo vai dar calote geral' após Flávio prometer moratória de dívidas

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Fonte da notícia: CBN CBN

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta terça-feira a proposta da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de congelar dívidas por seis meses para pessoas físicas e por um ano para pessoas jurídicas. Segundo o ministro, a promessa é "algo impossível de ser implementado" e que vai prejudicar os cidadãos e os empresários.

A proposta de moratória, de acordo com Durigan, é impossível porque prejudicaria o sistema de concessão de crédito. "Até parece legal, né? Mas nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de todos os sistemas de crédito. Se isso acontecer, no dia seguinte, você que precisa de um crédito para antecipar uma fatura do seu negócio, ou financiar um bem em qualquer loja, ou o produtor rural que precisa de um crédito, tudo isso estaria inviabilizado", disse em vídeo publicado nas redes nesta noite. Flávio falou sobre a proposta durante o debate da Band no último domingo. O presidenciável afirmou que "quando for presidente, a taxa de juros vai começar a cair de forma muito rápida". E apresentou a ide de moratória para dívidas de pessoas físicas e jurídicas. O ministro afirmou que a proposta transferiria o custeio para a própria população. "Se o sistema financeiro ficar sem receber trilhões de reais ao ano, não haverá recursos para os novos créditos e, no limite, não haverá dinheiro para devolver o que você tem em investimento e depositado em contas bancárias, disse. No post que já tem mais 8 mil curtidas, Dario ainda defende que o próximo Desenrola, o governo vai comprar as dívidas com desconto acima de 90%. Conforme o ministro, "sem calote, sem magia, tudo com muita responsabilidade".

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