Anderson Luís Chmiluk, de 45 anos, desapareceu em abril de 2025, em Três Barras, e foi encontrado morto em Canoinhas Um homem e uma mulher serão julgados pelo Tribunal do Júri de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina, pela morte de Anderson Luís Chmiluk, de 45 anos.
O julgamento está marcado para quinta-feira (29), a partir das 9h, e envolve acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o crime ocorreu na noite de 13 de abril de 2025, na residência da vítima, em Três Barras.
O corpo foi encontrado dias depois em uma área de mata no bairro Alto da Tijuca, em Canoinhas, já com sinais de decomposição. Anderson estava desaparecido desde 13 de abril de 2025.
Na época, o caso mobilizou buscas na região do Planalto Norte, até que o corpo foi localizado em Canoinhas. Conforme investigação, o automóvel da vítima foi encontrado completamente incendiado entre o bairro Alto da Tijuca e o distrito de Marcílio Dias.
De acordo com a denúncia apresentada pela 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas, os dois acusados teriam agido em conjunto. A vítima teria sido atingida por golpes de arma branca que provocaram ferimentos graves no tórax e causaram a morte.
Ainda conforme a acusação, depois do homicídio, os denunciados teriam transportado o corpo no próprio veículo de Anderson e abandonado o cadáver em uma área de mata. O carro teria sido incendiado posteriormente para eliminar vestígios relacionados ao crime.
O Ministério Público também sustenta que os acusados teriam limpado a residência onde o homicídio ocorreu, com o objetivo de dificultar a produção de provas. As investigações reuniram mensagens trocadas entre os envolvidos após o crime.
Segundo relatório policial citado na apuração, as conversas indicariam preocupação com o avanço das investigações e com a possibilidade de testemunhas relatarem que haviam visto os suspeitos com a vítima. O material também apontaria tentativas de alinhar versões sobre os acontecimentos e receio de que os envolvidos fossem identificados como as últimas pessoas a manter contato com Anderson.
A denúncia ainda apresenta uma possível motivação para o crime. Conforme relatos de testemunhas mencionados na investigação, a mulher teria ficado irritada ao saber que Anderson queria se relacionar com uma adolescente, e não com ela.
Essa informação integra a versão apresentada na acusação e deverá ser analisada no processo. O Ministério Público acusa os réus de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
A tese da acusação é de que o homicídio foi cometido por meio cruel e com recurso que teria dificultado a defesa da vítima. A ocultação de cadáver está relacionada ao transporte e ao abandono do corpo em uma área de mata.
Já a acusação de fraude processual envolve as supostas ações para eliminar vestígios e dificultar a investigação, incluindo a limpeza do local do crime e o incêndio do veículo. Yasmin Rech é jornalista em formação, integrante da equipe do ND Mais na redação de Joinville.
Acompanha temas factuais da região Norte de Santa Catarina, como segurança, cidadania e infraestrutura, cobrindo cidades como Joinville, São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul. Estudante da Faculdade Ielusc (Instituto Superior e Centro Educacional Luterano), atua no Jornalismo desde 2024 e escreve reportagens que contextualizam desafios locais, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, gestão pública e segurança.
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