O dólar à vista recuou frente ao real na sessão desta terça-feira, refletindo tanto o menor risco externo quanto a expectativa dos agentes financeiros para o segundo turno das eleições. Ainda que a disputa presidencial siga acirrada, a chance de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem sendo apontada como a mais provável e isso alimentou a percepção de que poderia haver uma mudança na gestão da dívida pública brasileira, o que aliviou por boa parte do dia o prêmio de risco dos ativos locais.
Mais perto do fim das negociações, às 16h15, houve uma piora geral nos ativos, em especial no câmbio, após notícia do portal UOL apontar possível ligação do escritório do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com nomes suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes no INSS. Com isso, o dólar, que testou o nível de R$ 5,00 pela tarde, perdeu um pouco do terreno. O real, por sua vez, deixou o posto de melhor moeda do dia para o peso chileno, mas se manteve em destaque.
Encerradas as negociações de hoje, o dólar à vista fechou negociado em queda de 0,58%, cotado a R$ 5,0188, depois de ter batido a mínima de R$ 5,0048 e encostado na máxima de R$ 5,0417. Já o euro comercial caiu 0,36%, a R$ 5,6385.
No exterior, perto das 17h20, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,26%, aos 101,711 pontos.
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