Do sonho à prática: jovens de comunidades ganham experiência profissional no Rock in Rio

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Fonte da notícia: Extra Extra

Para quem está começando uma carreira no audiovisual, estar dentro de um dos maiores festivais de música do mundo pode significar mais do que assistir a grandes shows. Pode ser uma oportunidade de entender, na prática, como aquele universo funciona e, principalmente, de perceber que também é possível fazer parte dele. Foi com esse olhar que 120 jovens do projeto Cri.Ativos da Favela, do Instituto Heineken, participaram de uma experiência imersiva no Rock in Rio nos dias 4 e 6 de setembro.

Rock in Rio 2026: festival mobiliza doações, abre portas para jovens e aposta em sustentabilidade No Rock in Rio: Quem doa contra a fome pode ganhar livro de Chico Chico ou Vitória Rodrigues Em vez de ocupar o festival apenas como público, eles tiveram contato com profissionais, processos criativos, ativações de marcas e diferentes etapas da produção de um grande evento. Sete participantes também foram responsáveis pela cobertura audiovisual do festival, colocando em prática conhecimentos adquiridos durante a formação e produzindo imagens a partir de suas próprias perspectivas. Morador do Cesarão, em Santa Cruz, Guilherme Braga, de 24 anos, começou a se dedicar à fotografia há cerca de dois anos. Antes mesmo de entrar no projeto, já imaginava que o audiovisual poderia abrir novas possibilidades profissionais. A experiência no Rock in Rio, segundo ele, serviu para confirmar essa percepção. — Eu não imaginava viver essa experiência, pelo menos dessa forma. Quando comecei na fotografia, há dois anos, eu tinha uma certa expectativa de onde o audiovisual poderia me levar e das ooportunidades que eu poderia ter futuramente. Poder viver essa experiência através da Cri.Ativos é muito significante e gratificante. Só me faz perceber que estou no caminho certo — afirma. Morador do Cesarão, em Santa Cruz, Guilherme Braga, de 24 anos, começou a se dedicar à fotografia há cerca de dois anos Arquivo pessoal A experiência também marcou Tamiê Cordeiro, de 29 anos, que nasceu em Belo Horizonte e mora há cinco anos na comunidade do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho, no Rio. Mãe solo de Hakim, de 2 anos, ela nunca tinha ido ao Rock in Rio. A primeira vez no festival aconteceu justamente em uma condição diferente: não apenas como espectadora, mas como alguém em formação para trabalhar na produção audiovisual. — Primeiramente, eu jamais imaginei estar no Rock in Rio, principalmente com a experiência e o olhar de quem produz a narrativa visual do evento. Estou me sentindo reconhecida em minha potência, de uma mulher criativa, que é mãe solo, que quer mudar sua realidade e reaildade do seu filho e sabe que o audiovisual tem essa potência para fazer isso ser efetivado — conta ela.

A experiência também marcou Tamiê Cordeiro, de 29 anos, que nasceu em Belo Horizonte e mora há cinco anos na comunidade do Cantagalo-Pavão-Pavãozinho, no Rio Arquivo pessoal Segundo Mariana Romano, coordenadora do Instituto HEINEKEN, a proposta é justamente fazer com que os participantes enxerguem o Rock in Rio como um espaço de aprendizado e de possibilidades profissionais. — Mais do que viver um dia de Rock in Rio, queremos que eles saiam de lá pensando: eu também posso trabalhar com isso, eu também posso estar aqui profissionalmente — explica.

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