'Do lado certo da história', afirma Sánchez ao defender boicote da Espanha ao Eurovision
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu a decisão "coerente" de que a Espanha não participe este ano do Festival Eurovision, em protesto contra a presença de Israel, e assegurou sua "convicção de estar do lado correto da história".
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— Este ano, portanto, será diferente; sim, não estaremos em Viena, mas o faremos com a convicção de estar do lado certo da história — destacou nesta sexta-feira (15) o líder socialista em um vídeo compartilhado na rede social X.
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Espanha, Islândia, Irlanda, Países Baixos e Eslovênia estão ausentes este ano do famoso Festival da Canção, em protesto pela participação de Israel. Mais de mil artistas também pediram um boicote.
A Radiotelevisíon Española tomou esta decisão há alguns meses, com o apoio do governo. Nesta sexta-feira, Sánchez voltou a respaldar a medida, que considerou "coerente e, além disso, necessária".
— A Espanha não participa do Festival Eurovision porque nosso compromisso com os direitos humanos, com a legalidade internacional, expressa-se também através da cultura — reiterou em seu vídeo.
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Sánchez, uma das vozes europeias mais críticas à administração israelense de Benjamin Netanyahu pela guerra contra o Hamas em Gaza, indicou igualmente que a "Espanha sempre se comprometeu com este festival, que nasceu precisamente para promover a paz", mas que "diante da guerra ilegal e também do genocídio, o silêncio não é uma opção".
— Não podemos permanecer indiferentes diante do que continua acontecendo em Gaza e no Líbano. É uma questão de coerência, de responsabilidade e de humanidade — afirmou, antes de acrescentar que o festival perdeu, neste ano, "o apoio de muitos fãs em toda a Europa".
Após as semifinais desta semana, a final do famoso concurso musical será realizado no sábado (16) em Viena.
A televisão pública espanhola não transmitirá nada do festival, segundo informou previamente. As emissoras da Eslovênia e da Irlanda também não o farão.
