Execuções parciais de demolição deixam antigos beach clubs quebrados e à vista na orla de um dos destinos mais famosos do Brasil. Jurerê Internacional e o turismo de Florianópolis merecem mais
Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria. Quem caminha atualmente pela praia de Jurerê Internacional se depara com um contraste e tanto.
O glamour que consagrou o bairro como um dos destinos turísticos mais cobiçados do país e do mundo divide espaço com tapumes de alumínio, vigas expostas, telhados destruídos e estruturas semi-demolidas. O que era para ser uma solução jurídica e ambiental transformou-se em uma paisagem de abandono em uma das praias mais icônica da Capital.
Fruto das execuções parciais da Ação Civil Pública que determinou a retirada de parte dos clubes de praia, a “paisagem” atual levanta questionamentos e desgosto. As ruínas visíveis na orla são reflexo direto das execuções parciais da Ação Civil Pública, movida na Justiça Federal.
O processo, que se arrastou durante anos, determinou a remoção das ampliações e estruturas construídas em área de preservação permanente e terrenos de marinha. Ninguém questiona a importância e a legitimidade da legislação ambiental ou da proteção da restinga.
O ponto central da discussão que ganha força entre moradores, empresários e frequentadores é outro: o custo urbano e econômico dessa transição. O cumprimento parcial das ordens de demolição deixou o local em um limbo estético e de segurança.
Em vez da restinga recomposta e do acesso livre prometidos, o que a cidade recebeu temporariamente foram escombros cercados por tapumes plásticos e metálicos a poucos metros do mar. Para o setor de serviços, hotelaria e comércio local, a insegurança jurídica e o visual de destruição cobram um preço alto.
O turismo de Florianópolis, que tem em Jurerê um dos seus maiores motores de arrecadação e geração de empregos, perde atratividade quando a vitrine da praia é tomada por ruínas.
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