Do 'fim' da Covid-19 ao acesso do Vasco para Série A: como era o Brasil na última convocação para uma Copa do Mundo
A convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2022 parece distante não apenas pelo futebol, mas também pelo Brasil que existia naquele momento. Quando Tite anunciou os 26 convocados para o Mundial do Catar, em novembro, o país vivia um cenário político, esportivo e social completamente diferente do atual.
Hugo Souza revela taça da Copa do Mundo como papel de parede do celular: ‘Durmo e acordo vendo’
Às vésperas da Copa do Mundo, imprensa turca diz que Ederson quer deixar o Fenerbahçe
Nesta segunda-feira, às 17h, Carlo Ancelotti divulgará sua nova lista para a Copa do Mundo de 2026. E a comparação ajuda a medir o quanto o país mudou desde a última convocação.
Política e saúde
Naquele novembro de 2022, o Brasil ainda vivia os primeiros dias após a eleição presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. O governo de transição discutia mudanças na política de combustíveis da Petrobras e a formação do novo ministério. A Selic estava em 13,75% ao ano, o crédito seguia caro e bancos públicos eram reposicionados para programas de renegociação de dívidas e incentivo a microempreendedores.
O ambiente político ainda era marcado pela tensão pós-eleitoral, com bloqueios em rodovias e ataques contra agentes da PRF praticados por apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro.
Em maio daquele ano, o Ministério da Saúde declarava o fim do estado de Emergência em Saúde Pública por conta da Covid-19. Assim, o país saá da maior emergência sanitária que o mundo enfrentou. Máscaras ainda eram relativamente comuns em aeroportos, hospitais e parte dos transportes. A própria Copa do Catar teve preocupação logística ligada à Covid, com centros médicos, monitoramento e protocolos específicos.
Cenário no esporte
No futebol brasileiro, o cenário também era outro. O Vasco acabava de conquistar o retorno à Série A após vencer o Ituano em uma partida dramática. A SAF recém-criada prometia investimento de R$ 190 milhões e um “novo começo” para o clube carioca.
A convocação de Tite, aliás, tinha um clima de expectativa ofensiva. O treinador apostou em nove atacantes e surpreendeu ao incluir Gabriel Martinelli e Pedro na lista final. O ataque brasileiro ainda era liderado por Neymar em sua última Copa sob enorme protagonismo.
Cristiano Ronaldo ainda estava no Manchester United. E vivia a crise explosiva com Erik ten Hag. Dias depois da convocação, sairia a entrevista bombástica com Piers Morgan. Já no esporte olímpico, Rayssa Leal, então com apenas 14 anos, acabava de conquistar o título mundial da Street League no Rio.
Cultura e tecnologia
Na cultura pop, a série The Crown dominava discussões globais com o lançamento de novos episódios sobre a família real britânica.
Elon Musk tinha acabado de comprar o Twitter. A rede ainda se chamava Twitter, não X. A compra tinha ocorrido poucos dias antes da convocação de Tite.
