Distrito Federal e 15 estados têm rendimento do trabalhador recorde
O Distrito Federal e 15 estados alcançaram no primeiro trimestre deste ano um recorde no rendimento médio mensal do trabalhador. Esse grupo de 16 unidades da federação repete o comportamento da média nacional, que atingiu o maior valor dentro da série histórica iniciada em 2012, de R$ 3.722.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicÃlios ContÃnua (Pnad ContÃnua), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
NotÃcias relacionadas:Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no perÃodo.Brasil fecha 2025 com aumento de 5% no estoque de empregos.Renda média das famÃlias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025.A pesquisa apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos de idade ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
De acordo com o levantamento, o rendimento médio do trabalhador no DF foi de R$ 6.720, patamar 81% superior à média nacional, que já havia sido divulgada no dia 30 de abril.Â
O valor no Distrito Federal é exatamente três vezes o do Maranhão, de R$ 2.240, que mesmo sendo recorde para o estado, é o menor do paÃs.
O destaque do DF se explica pelo grande contingente de funcionários públicos na capital federal, que conseguem uma remuneração acima da média da iniciativa privada.
Confira todas as UF que alcançaram recorde de rendimento do trabalhador:
Distrito Federal: R$ 6.720
Santa Catarina: R$ 4.298
Paraná: R$ 4.180
Rio Grande do Sul: R$ 4.127
Goiás: R$ 3.878
Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
EspÃrito Santo: R$ 3.708
Minas Gerais: R$ 3.448
Amapá: R$ 3.412
Sergipe: R$ 3.031
Rio Grande do Norte: R$ 2.953
ParaÃba: R$ 2.806
PiauÃ: R$ 2.628
Ceará: R$ 2.597
Bahia: R$ 2.483
Maranhão: R$ 2.240
A pesquisa detalha que três das cinco regiões do paÃs atingiram recorde de rendimento médio mensal do trabalhador no primeiro trimestre deste ano:
Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
Sul: R$ 4.193 (recorde)
Sudeste: R$ 4.125
Norte: R$ 2.849
Nordeste: R$ 2.616 (recorde)
Desemprego por UF
De acordo com o IBGE, a taxa de desocupação no paÃs, conhecida popularmente como taxa de desemprego, ficou em 6,1% no primeiro trimestre deste ano, a menor para o perÃodo em toda a série histórica.
Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. Os agentes do instituto visitaram 211 mil domicÃlios em todo o paÃs.
A pesquisa aponta que em 12 estados o desemprego fica abaixo da média nacional, com destaque para Santa Catarina, único abaixo do patamar de 3%.
Veja as taxas de desocupação por UFs no primeiro trimestre:
Amapá: 10%
Bahia: 9,2%
Alagoas: 9,2%
Pernambuco: 9,2%
PiauÃ: 8,9%
Sergipe: 8,6%
Amazonas: 8,3%
Acre: 8,2%
Rio Grande do Norte: 7,6%
Rio de Janeiro: 7,3%
Ceará: 7,3%
Distrito Federal: 7,1%
ParaÃba: 7%
Pará: 7%
Maranhão: 6,9%
Brasil: 6,1%
São Paulo: 6%
Roraima: 5,7%
Tocantins: 5,6%
Goiás: 5,1%
Minas Gerais: 5%
Rio Grande do Sul: 4%
Mato Grosso do Sul: 3,8%
Rondônia: 3,7%
Paraná: 3,5%
EspÃrito Santo: 3,2%
Mato Grosso: 3,1%
Santa Catarina: 2,7%
