Disputa pela presidência da Câmara mobiliza vereadores em Niterói

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Ainda sem data definida, a votação para a presidência da Câmara dos Vereadores movimenta os bastidores, com articulações entre governo e oposição em busca de um nome de consenso. Regimentalmente, os parlamentares têm até o último dia antes do recesso de fim de ano para realizar a votação interna. O atual presidente, o vereador Milton Lopes (União Brasil), o Cal, aparece naturalmente como um dos principais nomes do páreo para o biênio 2027-2028. Mas, diferentemente do que aconteceu no último pleito, quando Cal teve o apoio inclusive dos parlamentares do PL, desta vez ele não surge como o nome de consenso. Transtorno: Entulho ocupa trecho de rua e prejudica trânsito em Icaraí, Niterói Nova composição: Eleições abrem três vagas para o PL no Legislativo de Niterói em 2027 — Os colegas vereadores têm conversado comigo sobre uma possível recondução à presidência da Casa. Isso faz parte do diálogo natural entre os vereadores. Tenho uma relação de muito diálogo e respeito com todos e fico feliz pela confiança. Como sempre digo, estou à disposição para contribuir e dar o meu melhor para a Câmara e nossa cidade — afirmou Cal. Nos bastidores, além de enfrentar o novo cenário de resistência da oposição, o grupo governista tem outros nomes sendo ventilados: Luiz Gallo (PSB) e Rodrigo Farah (Cidadania) surgem como possíveis indicações do prefeito. A movimentação do grupo também estaria atrelada ao pleito municipal de 2028, sobretudo após o crescimento do PL na cidade. —Há intenção de renovar o perfil da Câmara para o próximo ciclo, entendendo toda a nova dinâmica de engajamento das redes sociais. Nomes que foram derrotados nas urnas nesta eleição devem ganhar mais apoio, e novas apostas também, incluindo Cadu Barreto, filho do prefeito — disse uma fonte consultada pela equipe de reportagem. Procurados para comentar o tema, Gallo e Farah não retornaram até o fechamento desta edição. Após o segundo turno Sobre o assunto, o vereador Allan Lyra (PL) afirmou que os parlamentares da cidade estão concentrados nas agendas do segundo turno da eleição para a Presidência da República e só vão definir a movimentação do grupo após reuniões com representantes da sigla estadual. Mas apontou que o apoio não será algo tão simples. — Agora vamos olhar para o interesse do nosso partido. O Cal tomou algumas decisões ao longo do caminho que nos fizeram repensar. Uma série de projetos estão travados, e só são levados ao plenário os interesses do prefeito. Ele também falhou na condução do caso das faltas da Benny, que entregou atestados oito meses após faltar 34 sessões. Estamos nos articulando mirando 2028— ponderou Allan. Ouvido junto ao colega de bancada, Daniel Marques, eleito para a Alerj, lembrou que uma eventual manutenção de Cal na cadeira ainda precisaria ser validada, após o Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecer que presidentes de câmaras municipais devem ser reeleitos uma única vez consecutiva. —Não há segurança jurídica sobre essa configuração — comentou. Já o vereador Professor Tulio (PSOL), também oposição, limitou-se a informar que vai “debater isso mais para frente”. A Casa ainda vota este ano a Lei Orçamentária Anual (LOA), enviada pelo prefeito, com receita prevista de R$ 7,4 bilhões.

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