Dinamarca alerta que tensão com EUA por Groenlândia ainda vai se agravar, diz premiê

 

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou nesta terça-feira (20) que o pior da crise envolvendo a tentativa do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar o controle sobre a Groenlândia ainda está ‘por vir’. A declaração foi feita durante um discurso no Parlamento dinamarquês, em meio à escalada de tensões geopolíticas entre Washington e a Europa.

'Podemos negociar o campo político, de segurança, investimentos e economia, mas não podemos negociar nossos valores fundamentais: soberania, a identidade de nossos países e nossas fronteiras, nossa democracia'.

Ela defendeu que soberania, identidade, fronteiras e democracia não são negociáveis. Além disso, continuou defendendo que era um capítulo ‘sombrio’.

'É um capítulo sombrio no qual nos encontramos e podemos, infelizmente, estar em uma situação em que o pior não ficou para trás, mas ainda está à nossa frente'.

Frederiksen afirmou que, se alguém iniciasse uma guerra comercial com a Europa, ‘é claro que responderíamos’.

A Dinamarca controla atualmente a maior parte do território da Groenlândia, que é visado pelos Estados Unidos. A região é rica em diversas matérias-primas, além de ser considerada estratégica por conta da influência russa e chinesa no Ocidente, algo que vem sendo debatido diretamente por Trump.

Nesta quarta-feira (21), Trump fará um discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A expectativa é que ele fale abertamente sobre a situação geopolítica.

Ele também possui uma reunião com líderes europeus para discutir a situação.

Além dele, são esperados líderes europeus como o presidente da França Emmanuel Macron, o presidente da Espanha Pedro Sánchez, o chanceler da Alemanha Friedrich Merz e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, além de outras lideranças políticas.

O Brasil será representado pela ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck.