O diesel S-10 manteve a trajetória de alta em outubro e acumulou aumento de cerca de 5% em dois meses, segundo levantamento da ValeCard com transações realizadas entre 1º e 26 de outubro de 2026 em mais de 25 mil postos. Na média nacional, o litro passou de R$ 7,333 para R$ 7,520, avanço de 2,55%, com aumento em 23 das 27 unidades federativas.
De acordo com a ValeCard, em 19 estados a variação de outubro superou a de setembro, indicando intensificação do movimento de alta. O diretor de Mobilidade e Operações da empresa, Marcelo Braga, afirmou que a elevação do diesel continuou disseminada pelo país e ganhou força na média nacional.
Segundo ele, mesmo com queda em quatro estados após as altas de setembro, o mercado segue pressionado, com oscilações regionais associadas às condições de oferta e demanda. A gasolina registrou leve recuo no período.
Na média nacional, o preço caiu 0,29%, de R$ 6,768 para R$ 6,748, com redução em 20 unidades federativas. O Distrito Federal liderou as quedas, ao passar de R$ 6,808 para R$ 6,647, baixa de 2,37%.
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No etanol, a média nacional subiu 0,52%, de R$ 4,338 para R$ 4,361 por litro, apesar de retração em 18 unidades federativas. No Nordeste, houve queda em todos os estados, com os maiores recuos no Rio Grande do Norte, de 6,23%, e em Sergipe, de 5,82%.
Já nos três estados do Sul houve alta, e São Paulo registrou a maior elevação do país, de 2,24%, mantendo ainda assim o menor preço médio do biocombustível, em R$ 4,053 por litro. Mesmo com a alta na média, o etanol ampliou sua competitividade frente à gasolina.
Segundo a ValeCard, o biocombustível ficou em até 70% do preço da gasolina em 21 unidades federativas, quatro a mais do que em setembro. O avanço foi mais forte no Nordeste, onde o número de estados com vantagem para o etanol passou de três para oito.
A ValeCard atribuiu esse cenário à continuidade de medidas federais para conter os impactos internacionais sobre os combustíveis, como desonerações e subvenções, incluindo a renovação por mais 30 dias da subvenção de R$ 2,12 por litro ao diesel rodoviário. Fonte: Estadão Conteúdo
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