Dia Mundial da Osteoporose: veja 7 orientações para prevenir a doença

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

O Pará registrou 1.608 atendimentos relacionados à osteoporose em 2025 e 1.137 entre janeiro e agosto de 2026. Neste último período, 1.048 atendimentos foram registrados para pessoas do sexo feminino e 89 para o masculino. Os dados são do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) e foram divulgados, à Redação Integrada de O Liberal, pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).

Celebrado nesta terça (20 de outubro), o Dia Mundial da Osteoporose chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença, caracterizada pela perda progressiva de massa óssea e pelo aumento do risco de fraturas. A Sespa informou que o atendimento à osteoporose envolve a Atenção Primária à Saúde e o encaminhamento para serviços especializados acontece conforme a necessidade clínica. No estado, há polos de diagnóstico e atendimento em Belém, Ananindeua, Marituba, Santarém, Marabá e Redenção. A densitometria óssea é o exame de referência para avaliar a densidade mineral dos ossos. O tratamento pode incluir suplementação de cálcio e vitamina D, medicamentos e medidas preventivas, como atividade física, alimentação adequada e prevenção de quedas.

Entre os medicamentos disponibilizados pelo SUS estão alendronato, risedronato, raloxifeno, calcitonina e outros previstos nos protocolos de tratamento.  Ainda segundo a Sespa, o Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) contabilizou 81 internações relacionadas a transtornos da densidade e da estrutura ósseas em 2025 e 21 entre janeiro e julho de 2026. A Sespa, por meio da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa, vinculada à Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde (DPAIS), realiza ações de monitoramento, educação em saúde e sensibilização de usuários, gestores e profissionais sobre os fatores de risco, a prevenção e o tratamento da osteoporose.

O que diz a Sesma

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informa que as solicitações de consultas com médicos especialistas junto à Central de Regulação são realizadas inicialmente com base em códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) mais amplos e gerais, compatíveis com a avaliação clínica realizada na Atenção Primária à Saúde (posto de saúde).

Isso acontece porque o diagnóstico definitivo e mais preciso nem sempre pode ser estabelecido na primeira avaliação médica, podendo depender da consulta com o especialista, que possui conhecimentos específicos e recursos complementares para investigar e identificar a doença. Portanto, acrescenta, utilizar um código de doença mais geral no encaminhamento não significa que houve um erro no preenchimento, mas sim que esse procedimento faz parte do processo normal de encaminhamento e acompanhamento dos pacientes dentro do SUS, conforme previsto na Portaria GM/MS nº 1.559/2008, que estabelece as regras da Política Nacional de Regulação do SUS.

Fraturas patológicas

A maioria dos pacientes cadastrados na Central de Regulação com o diagnóstico de fratura patológica apresenta doenças de base, como câncer, doença renal crônica ou doenças autoimunes. Ainda segundo a Sesma, essa relação ocorre porque essas doenças, assim como o uso contínuo de determinados medicamentos por períodos prolongados, podem interferir no funcionamento normal do organismo e no processo de renovação dos ossos. Isso pode prejudicar o equilíbrio entre a formação e a perda de massa óssea, tornando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas.

"É importante destacar que as fraturas decorrentes da osteoporose primária, quando essa doença já foi diagnosticada anteriormente, não são automaticamente consideradas casos de urgência ou emergência, de acordo com o Protocolo de Regulação da Rede de Urgência e Emergência (RUE)", informa. "Nesses casos, recomenda-se que o paciente receba inicialmente acompanhamento médico especializado em nível ambulatorial, desde que suas condições clínicas permitam. O objetivo é controlar seu estado de saúde, corrigir possíveis alterações no organismo e preparar o paciente para uma cirurgia, caso exista indicação médica para realizá-la. Essa preparação busca garantir maior segurança no atendimento e reduzir o risco de complicações após a cirurgia", afirma, ainda, a Sesma.

Doença silenciosa

A osteoporose pode permanecer silenciosa até provocar uma fratura, que pode ocorrer após uma queda da própria altura ou até durante um esforço relativamente pequeno. O alerta é do médico endocrinologista Rubens Tofolo Junior, em Belém, que chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, sobretudo entre mulheres na menopausa. A doença provoca a redução da densidade e o enfraquecimento da estrutura dos ossos, aumentando o risco de fraturas.

Embora o envelhecimento seja uma das principais causas, a queda dos níveis de estrogênio durante a menopausa acelera a perda de massa óssea. Celebrado nesta terça (20 de outubro), o Dia Mundial da Osteoporose chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença, caracterizada pela perda progressiva de massa óssea e pelo aumento do risco de fraturas.

A osteoporose pode permanecer silenciosa até provocar uma fratura, que pode ocorrer após uma queda da própria altura ou até durante um esforço relativamente pequeno. O alerta é do médico endocrinologista Rubens Tofolo Junior, em Belém, que chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, sobretudo entre mulheres na menopausa. A doença provoca a redução da densidade e o enfraquecimento da estrutura dos ossos, aumentando o risco de fraturas. Embora o envelhecimento seja uma das principais causas, a queda dos níveis de estrogênio durante a menopausa acelera a perda de massa óssea.

O médico endocrinologista Rubens Tofolo Junior explicou que a osteoporose é uma doença crônica que é caracterizada pela redução da densidade e do desgaste da estrutura dos ossos, tornando-os mais sensíveis, frágeis e aumentando o risco de fraturas e traumatismos. Segundo ele, o envelhecimento é a principal causa da doença, mas, em mulheres, a menopausa tem um papel muito importante, pois a queda dos níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a proteger os ossos, acelera a perda de massa óssea, sobretudo nos primeiros anos após a menopausa.

“É preciso atentar para os fatores de risco, como histórico familiar de osteoporose ou fraturas na região dos quadris, baixo peso corporal, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação pobre em cálcio e vitamina D e utilização prolongada de determinados medicamentos, como os corticoides”, disse. “Por isso, é importante compreender que a osteoporose não é apenas uma consequência inevitável do envelhecimento. Existem fatores que podemos modificar e medidas que ajudam a preservar a saúde óssea ao longo da vida”, afirmou.

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Sem sintomas nas fases iniciais

O especialista disse que, na maioria dos casos, a osteoporose não resulta em dor e nem apresenta sintomas nas fases iniciais. A pessoa pode perder uma quantidade significativa de massa óssea sem perceber que os seus ossos estão ficando mais frágeis. “Em muitos casos, o primeiro sinal da doença é uma fratura, que pode ocorrer após uma queda da própria altura ou até durante um esforço relativamente pequeno”, disse.

“Há também alguns sinais de alerta, como a perda progressiva de altura, o aparecimento de uma postura mais curvada e dores nas costas associadas a fraturas vertebrais. É importante esclarecer que nem toda a dor nas costas está relacionada com osteoporose”, explicou. Na menopausa, a atenção deve ser redobrada, já que a ausência de sintomas não significa que os ossos estejam saudáveis. Por isso, a avaliação dos fatores de risco e o rastreio adequado são fundamentais para identificar a doença antes de ocorrer uma fratura, acrescentou.

O médico endocrinologista Rubens Tofolo Junior explicou que o principal exame para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea. “É um exame simples, rápido, indolor e que utiliza uma dose muito baixa de radiação para medir a densidade mineral dos ossos, em específico na coluna lombar e nos quadris”, disse. Ainda segundo ele, deve-se levar em conta a avaliação do histórico clínico, os antecedentes familiares, a ocorrência de fraturas, os medicamentos utilizados e, também, exames de sangue para investigar possíveis causas secundárias de perda óssea.

Médico endocrinologista Rubens Tofolo: "É importante compreender que a osteoporose não é apenas uma consequência inevitável do envelhecimento" (Foto: Cristino Martins | O Liberal)

Fatores de risco

Em relação à idade, explicou, as recomendações internacionais apontam a densitometria para mulheres a partir dos 65 anos, mesmo sem sintomas. “No entanto, a investigação deve começar mais cedo quando existem fatores de risco, como menopausa precoce, baixo peso, histórico de fraturas por fragilidade, uso prolongado de corticoides ou antecedentes familiares relevantes”, disse.

“A minha recomendação é que a mulher não espere chegar aos 65 anos para conversar com o médico sobre a saúde óssea. A partir da perimenopausa e da menopausa, é importante avaliar o risco individual e decidir se há necessidade de realizar exames”, disse. O especialista também citou quais hábitos ajudam a prevenir a osteoporose e qual é a importância da alimentação e da atividade física. “A prevenção começa muito antes de surgir a osteoporose e depende de um conjunto de hábitos que devem ser mantidos ao longo da vida. A alimentação tem um papel fundamental”, disse.

“É importante consumir quantidades adequadas de cálcio, presente em alimentos como leite, iogurte, queijo e algumas verduras, além de garantir níveis adequados de vitamina D, que contribui para a absorção do cálcio. A necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente, de acordo com a alimentação, os fatores de risco e, quando indicado, os resultados dos exames”, afirmou.

Ainda segundo ele, a atividade física também é indispensável. Exercícios com sustentação do peso corporal, como caminhar, e treinos de força ajudam a preservar a massa óssea e muscular. “Exercícios de equilíbrio são igualmente importantes, porque reduzem o risco de quedas e, consequentemente, de fraturas. O programa deve ser adaptado à idade, à condição física e à existência de fraturas prévias”, disse. Também é essencial não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter um peso saudável. Na menopausa, estes cuidados tornam-se ainda mais importantes devido à redução do estrogênio, completou.

Doença não tem cura definitiva

O médico endocrinologista Rubens Tofolo Junior disse que, como a maior parte das doenças crônicas, a osteoporose não tem uma cura definitiva no sentido de eliminar completamente a predisposição para a perda óssea. No entanto, existem tratamentos eficazes que podem preservar ou aumentar a densidade óssea e, sobretudo, reduzir significativamente o risco de fraturas. “A escolha do tratamento depende da idade, do grau de perda óssea, do risco de fraturas, dos antecedentes clínicos e de outras condições de saúde”, disse.

“Na mulher na menopausa, a terapia hormonal pode ajudar a prevenir a perda óssea e a reduzir riscos. Contudo, a sua indicação deve considerar a idade, o tempo decorrido desde a menopausa, os sintomas e os riscos individuais. Quanto mais cedo atuarmos, maiores serão as possibilidades de preservar a qualidade de vida, a mobilidade e a independência da mulher ao longo do envelhecimento”, afirmou.

7 orientações para prevenir a osteoporose

1. Conheça os fatores de risco

Histórico familiar de osteoporose ou fraturas no quadril, baixo peso, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação pobre em cálcio e vitamina D e uso prolongado de corticoides aumentam o risco da doença.

2. Fique atenta aos sinais

A osteoporose geralmente não apresenta sintomas nas fases iniciais. Uma fratura após uma queda da própria altura ou um esforço pequeno pode ser o primeiro sinal. Perda de altura, postura mais curvada e dores nas costas associadas a fraturas vertebrais também merecem atenção.

3. Converse com o médico sobre exames

A densitometria óssea é o principal exame para avaliar a densidade mineral dos ossos, especialmente na coluna lombar e nos quadris. É simples, rápida e indolor. A recomendação citada pelo especialista é investigar mulheres a partir dos 65 anos, ou antes quando houver fatores de risco. A avaliação também pode incluir histórico clínico, antecedentes familiares, fraturas, medicamentos e exames de sangue.

4. Redobre os cuidados na menopausa

A queda do estrogênio acelera a perda de massa óssea, principalmente nos primeiros anos após a menopausa. A orientação é avaliar o risco individual desde a perimenopausa, sem esperar até os 65 anos. A ausência de sintomas não significa que os ossos estejam saudáveis.

5. Cuide da alimentação

Consuma quantidades adequadas de cálcio, presente no leite, iogurte, queijo e algumas verduras, e mantenha níveis adequados de vitamina D, que contribui para a absorção do cálcio. A necessidade de suplementação deve ser avaliada individualmente, considerando a alimentação, os fatores de risco e os exames, quando indicados.

6. Pratique atividade física e evite hábitos prejudiciais

Caminhadas e exercícios de força ajudam a preservar a massa óssea e muscular. Exercícios de equilíbrio reduzem o risco de quedas e fraturas. O programa deve respeitar a idade, a condição física e a existência de fraturas anteriores. Também é essencial não fumar, evitar o excesso de álcool e manter um peso saudável.

7. Procure tratamento adequado

Embora não exista cura definitiva que elimine a predisposição à perda óssea, há tratamentos eficazes para preservar ou aumentar a densidade dos ossos e reduzir o risco de fraturas. A escolha depende da idade, do grau de perda óssea, do risco de fraturas, dos antecedentes clínicos e de outras condições de saúde. Na menopausa, a terapia hormonal pode ajudar, mas exige avaliação individual dos benefícios e riscos.

Fonte: médico endocrinologista Rubens Tofolo Junior 

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