O Republicanos terá candidatos próprios para governador, vice e senadores.
É o que consta na ata da Executiva registrada na madrugada de quinta-feira (6/8) na Justiça Eleitoral.
O partido não informa, no entanto, os nomes dos candidatos.
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Na ata, que é assinada pelo presidente estadual da legenda, Euclydes Pettersen, o partido informa que vai disputar as eleições de maneira isolada.
E, na hipótese de não registrar candidatos ao Senado, o partido poderá declarar apoio ao candidato a senador de outra sigla.
A ata não cita o nome do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que era o nome cogitado pelo partido para concorrer às eleições e que tem liderado as pesquisas de intenções de voto.
Apesar de o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, ter anunciado no começo da semana que o senador não será candidato, interlocutores a par das negociações afirmam que o partido ainda avalia a possibilidade de ter o Cleitinho como candidato ao governo mineiro.
Após meses de idas e vindas, o partido divulgou uma nota, no dia 29 de julho, criticando a ausência do senador na convenção partidária, realizada no dia 25.
Cleitinho estava afastado das redes sociais e recolhido com a família após a morte do irmão mais novo Matheus Azevedo, falecido no dia 18.
Horas depois, o senador anunciou em praça pública que seria candidato ao governo e que iria conversar com o presidente do partido, Marcos Pereira, para aceitar sua candidatura.
O 'vai, não vai' de Cleitinho
Na segunda-feira (3/8), Pereira, Pettersen e Cleitinho divulgaram um vídeo, no qual o senador pede desculpas, mas diz que não será candidato porque não está em condições de concorrer ao cargo.
Dez minutos depois, segundo relatou Pereira, Cleitinho enviou uma mensagem para ele dizendo que havia mudado de ideia e quer ser candidato.
No dia seguinte, durante a convenção nacional do Republicanos, Cleitinho pediu a palavra e disse que não estava bem no dia anterior, quando fez o vídeo, mas que quer ser candidato.
O presidente do Republicanos narrou o histórico da situação por 20 minutos e disse que não haveria mais mudança de planos, que não é possível colocar o Estado nas mãos de uma pessoa que "ora pensa uma coisa, e cinco minutos depois, pensa outra".
Ao longo do dia, celebridades e militantes postaram mensagens nas redes sociais de apoio a Cleitinho.
Os diretórios do Republicanos de alguns municípios divulgaram notas defendendo a candidatura do senador ao governo de Minas Gerais.
Segundo interlocutores, há pressão de deputados que ameaçam deixar a legenda se Cleitinho não for candidato.
O Republicanos vinha negociando uma aliança com União Brasil, PP e PL para formar a chapa majoritária no Estado.
Cleitinho afirmou em um vídeo que não quis abrir mão de ter como vice na chapa Luís Eduardo Falcão (Republicanos), ex-prefeito de Patos de Minas (MG) e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM).
Mas havia pressão para que a vaga fosse cedida para o nome de outro partido.
A demora na definição por parte do Republicanos levou o PL a definir candidatura própria, tendo com candidato ao governo o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.
O nome do vice ainda não foi definido.
O União Brasil e o PP, por sua vez, voltaram a se aliar com o PSD, para apoiar a candidatura à reeleição do governador Mateus Simões (PSD).
Na pesquisa Quaest mais recente, Cleitinho lidera com 35% das intenções de voto.
