Ucrânia ataca refinaria russa a 1,3 mil km do front em nova noite de bombardeios trocados com a Rússia - QTU Questões do Universo

Ucrânia ataca refinaria russa a 1,3 mil km do front em nova noite de bombardeios trocados com a Rússia

Fonte: Bandeira da fonte

Em uma nova troca de bombardeios aéreos com a Rússia entre a noite de quarta-feira e a madrugada desta quinta, a Ucrânia atacou duas refinarias russas, incluindo uma localizada a mais de 1,3 mil km da linha de frente, em um novo desdobramento de um conflito que cada vez mais se consolida como uma disputa pelo controle dos céus.
Moscou também voltou a atingir alvos ucranianos, incluindo uma estação ferroviária e um navio no Mar Negro, em um momento em que Kiev sofre com a falta de munição para seus sistemas de defesa antiaéreo.
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques disparados entre a noite e a madrugada atingiram uma refinaria na região da Basquíria, a mais de 1,3 mil km da linha de frente, além da refinaria de Slavneft-Yanos, a norte de Moscou, uma das maiores do país.
O Ministério da Defesa da Rússia negou que as infraestruturas tivessem sofrido impactos diretos, afirmando que apenas destroços abatidos tivessem caído sobre as áreas.
Na refinaria perto de Moscou, imagens que circularam na imprensa internacional mostraram colunas de fumaça.

As autoridades russas consideraram os ataques ucranianos como massivos.
O Ministério da Defesa informou ter derrubado 605 drones sobre quase 20 regiões do país e na Península da Crimeia, ocupada pelos russos desde 2014.
Noventa e dois dos drones abatidos foram interceptados sobre a região de Yaroslav, onde fica a refinaria Slavneft-Yanos, segundo o governo regional.
A ofensiva ucraniana também voltou a mirrar uma instalação da Wildberries, gigante russa de vendas on-line apelidada de "Amazon da Rússia", que sofreu cerca de 20 ataques desde meados de julho.
O alvo desta vez foi um centro logístico na região de Tver, cerca de 180 km a noroeste de Moscou, que teria sofrido "danos leves".
Kiev justifica as ações direcionadas como "sanções de longo alcance", com objetivo de fazer a guerra ser sentida dentro do território russo.

Os bombardeios lançados por Moscou também voltaram a causar dano do lado ucraniano da fronteira, após a onda de ataques anterior matar ao menos 17 pessoas, expondo a falta de interceptadores aéreos de Kiev, que não conseguiu abater nenhum míssil russo na véspera.
Focos de incêndio ainda queimavam em regiões ucranianas por causa dos ataques de quarta, quando a nova ofensiva vitimar pelo menos dez pessoas em regiões como Odesa e Dnipropetrovsk.
Em Kharkiv, dois homens morreram após uma estação ferroviária ser bombardeada.
As forças russas também dispararam contra o Mar Negro, que voltou a ganhar relevância enquanto um campo de batalha ativo nas últimas semanas.
Moscou bombardeou um navio graneleiro de bandeira da Guiné-Bissau, carregado com trigo ucraniano.
A ação provocou um incêndio a bordo e deixou um morto.
Kiev intensificou ataques a embarcações russas ou identificadas como pró-Rússia, afirmando que as rotas navais estariam sendo usadas para fins militares.
Zelensky chegou a afirmar que Moscou estaria mantendo trocas de carregamentos de material bélico com o Irã pela via, pedindo uma ampla ação internacional para impedir o fluxo.
(Com AFP)