A taxa de desocupação no Brasil caiu de 6,1% para 5,4% no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14). O resultado representa uma redução de 0,7 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre e de 0,4 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025.
No Pará, o mercado de trabalho apresentou um cenário marcado pela alta informalidade. O estado registrou taxa de informalidade de 55,9% da população ocupada, a segunda maior do país, atrás apenas do Maranhão, que teve 56,9%. O Amazonas aparece em terceiro, com 51,7%. A média nacional foi de 37,4%.
O Pará também ficou entre os estados com maior proporção de trabalhadores por conta própria. 30,3% da população ocupada paraense trabalhava nessa condição, percentual inferior apenas ao registrado no Maranhão (33,8%) e no Amapá (31%).
VEJA MAIS
[[(standard.Article) Zema diz que obrigará 'homens saudáveis com idade de trabalhar' a aceitar proposta de emprego]]
[[(standard.Article) Conflitos no trabalho podem fortalecer relações e impulsionar a carreira quando bem administrados]]
Desocupação
A taxa de desocupação caiu em 13 das 27 unidades da Federação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. As maiores reduções foram registradas no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), Paraíba e Acre (-1,6 p.p.) e Tocantins (-1,5 p.p.).
As maiores taxas de desocupação foram observadas no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%). Já as menores ficaram com Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%).
Perfil do mercado de trabalho
No país, a taxa de desocupação foi de 4,6% entre os homens e de 6,4% entre as mulheres. Por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional entre pessoas brancas (4,2%) e acima entre pretas (6,9%) e pardas (6,1%).
A taxa também variou de acordo com o nível de escolaridade. Entre pessoas com ensino médio incompleto, o índice chegou a 9%, enquanto foi de 5,6% entre aquelas com ensino superior incompleto e de 3% entre quem tinha ensino superior completo.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 12,9% no país. O Piauí apresentou o maior índice (26,6%), seguido pela Bahia (24%) e Alagoas (23,4%). Santa Catarina teve a menor taxa, com 4,1%.
Entre os trabalhadores do setor privado, 74,4% tinham carteira assinada no país. O percentual chegou a 86,7% em Santa Catarina, mas ficou em 53,6% no Maranhão, menor índice entre os estados.
Rendimento
O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.738 no segundo trimestre. O valor ficou estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior e apresentou alta na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando era de R$ 3.635.
A massa de rendimento real chegou a R$ 380,3 bilhões, também estável frente ao trimestre anterior e superior aos R$ 367,1 bilhões registrados um ano antes. No período, 1,1 milhão de pessoas estavam procurando trabalho havia dois anos ou mais, uma queda de 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando o contingente era de 1,3 milhão.
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia
O Liberal