Bolsas caem na Europa com maior percepção de risco e tom mais duro do BCE

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Fonte da notícia: Valor Valor

Os principais índices de ações europeus fecharam em queda nesta quinta-feira (10), em linha com o movimento de maior cautela nos mercados internacionais diante da escalada de tensões no Oriente Médio, que levou o preço do petróleo Brent para US$ 105 o barril. Os investidores também repercutem a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que aumentou a taxa de juros de referência de 2,25% para 2,50% e, para parte do mercado, deixou a porta aberta para novas altas até o fim deste ano.

No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve queda de 0,61%, aos 636,49 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, recuou 0,57%, aos 10.608,92 pontos, o DAX, de Frankfurt, cedeu 0,84%, aos 25.361,15 pontos, e o CAC 40, de Paris, teve perda de 0,49%, aos 8.116,76 pontos.

O avanço dos preços do petróleo pressionou os rendimentos dos títulos públicos nesta quinta-feira. O contrato mais líquido do Brent superou os US$ 105 por barril no pregão, dando continuidade à valorização vista desde que os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ataques na semana passada, esfriando a perspectiva de que o conflito no Oriente Médio possa ser resolvido em breve.

No cenário macroeconômico, o BCE anunciou seu segundo aperto monetário deste ano, em linha com o que era esperado pelos investidores, elevando a sua taxa de juros de referência de 2,25% para 2,50% ao ano. Na coletiva de imprensa após o anúncio, a presidente da autoridade monetária, Christine Lagarde, disse que o comitê não está debatendo nenhuma trajetória futura para as taxas de juros no momento, por conta do elevado nível de incerteza no cenário econômico. Para os participantes do mercado, no entanto, a postura do BCE sugeriu que há espaço para novas altas à frente.

Modupe Adegbembo, economista do Jefferies, avalia que o BCE adotou uma postura mais dura em relação à inflação elevada na zona do euro. "As projeções de inflação mais elevadas, as premissas de crescimento mais fortes e a ênfase contínua nos riscos de alta para a inflação sugerem que os dirigentes acreditam que um aperto adicional da política monetária ainda pode ser necessário", ele afirma.

Operadores na bolsa de valores Euronext NV em Paris Nathan Laine/Bloomberg

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