Desenho feito pela noiva leva homem a descobrir câncer de testículo: ‘Salvou minha vida’

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um desenho feito pela própria noiva ajudou Ed Baldwin, de 29 anos, a perceber que havia algo errado com seu corpo e a procurar atendimento médico novamente. O alerta foi decisivo para que ele descobrisse um câncer de testículo e iniciasse o tratamento. Natural de Northampton, em Northamptonshire, na Inglaterra, Ed tinha 27 anos quando começou a sentir uma dor persistente no testículo direito, em 2024. Na primeira vez em que procurou atendimento, os médicos diagnosticaram epididimite, uma inflamação do epidídimo, estrutura localizada atrás dos testículos, e prescreveram antibióticos. Segundo o NHS, serviço público de saúde do Reino Unido, a epididimite pode ser provocada por uma infecção e causar dor e sensibilidade na região. No caso de Ed, porém, os sintomas não desapareceram. Em outubro daquele ano, após sentir dores agudas e perceber uma diferença significativa na aparência dos testículos, ele voltou ao hospital. Exames de sangue e um ultrassom revelaram o câncer. Desenho chamou a atenção para a mudança Um dos fatores que ajudaram Ed a perceber a gravidade da situação foi um esboço feito por sua noiva, Chloe. Em uma folha de papel A4, ela desenhou o formato irregular de um dos testículos, registrando uma alteração que o próprio companheiro ainda tentava compreender. Em relato exclusivo ao jornal Daily Star, Ed contou que os sintomas se intensificaram durante um período de mudanças em sua vida pessoal. "No final de setembro, minha companheira e eu estávamos nos mudando para nossa primeira casa. Demos uma festa de despedida e, durante a noite, senti uma dor aguda. Algo não parecia certo. Pensei apenas que fosse uma crise de epididimite. "Como muitos homens fazem, ignorei o problema, acreditando que melhoraria — especialmente porque os médicos me disseram que os sintomas poderiam ser tratados com antibióticos." Ao comparar os dois testículos, Ed percebeu uma diferença que considerou impressionante. "Era como um caso de 'O Médico e o Monstro' (Jekyll e Hyde), já que eles estavam completamente diferentes", relatou. Ele também relembrou a reação ao ver o desenho feito por Chloe. "Hoje, olhando para trás, até parece uma história engraçada, mas lembro-me de ela desenhar como meu testículo estava. Fiquei chocado ao ver aquilo que estava dentro do meu corpo. "Isso me fez pensar: 'Por que meu corpo está me traindo?', já que sou uma pessoa tão ativa e mantenho uma boa alimentação. Naquele momento, após ver o desenho e sentir a dor, percebi que precisava investigar aquilo a sério." Cirurgia e quimioterapia Após a confirmação do câncer, Ed passou por uma cirurgia para remover o testículo direito, em 23 de outubro de 2024. Na sequência, foi submetido a sessões de quimioterapia. Exames de imagem mostraram que a doença não havia se espalhado para outras partes do corpo. Em 8 de janeiro de 2025, ele recebeu a confirmação de que estava livre do câncer. Ao recordar o fim do tratamento, Ed descreveu a emoção de receber a notícia. "A sensação de chegar ao último dia foi maravilhosa. Disseram-me que a quimioterapia tinha funcionado e que o câncer não existia mais. Parecia algo surreal, e fiquei profundamente emocionado. Eu só queria seguir com a minha vida." Alerta aos homens A experiência fez Ed refletir sobre a importância de não ignorar mudanças no próprio corpo, mesmo quando os sintomas parecem ter uma explicação inicial ou não parecem graves. O caso também evidencia a importância de procurar uma nova avaliação médica quando a dor persiste ou surgem alterações que não melhoram com o tratamento prescrito. Embora o câncer de testículo seja frequentemente associado a homens mais jovens, alterações como caroços, inchaço, aumento de volume ou desconforto persistente precisam ser avaliadas por um profissional de saúde. A principal mensagem de Ed é que os homens não devem adiar a busca por atendimento médico diante de sinais incomuns. No caso dele, prestar atenção à mudança na aparência do testículo e voltar ao hospital foram passos decisivos para o diagnóstico e o início do tratamento.

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