Desastre na Venezuela foi maior por terremoto devido a problemas nas estruturas dos prédios

Desastre na Venezuela foi maior por terremoto devido a problemas nas estruturas dos prédios

Fonte: Bandeira



O parque imobiliário da Venezuela pode ser um fator significativo na dimensão dos danos e do número de vítimas causados ​​pelos terremotos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos afirmou que, embora existam edifícios mais resistentes, a população da região afetada vive, em grande parte, em estruturas vulneráveis ​​a tremores sísmicos.

'Os tipos de construção mais vulneráveis ​​são alvenaria de tijolos sem reforço e blocos de adobe', afirmou a agência em uma avaliação estimada de perdas publicada em seu site.

Até agora, 164 pessoas foram confirmadas como mortas e quase mil ficaram feridas.

A notícia surge horas depois de Delcy Rodriguez ter anunciado que pelo menos 32 pessoas morreram e 700 ficaram feridas.

Equipes de resgate estão vindo de outros países para ajudar nas buscas, inclusive dos EUA, e o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o país está 'mobilizando imediatamente' recursos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos utilizou modelos preditivos para estimar o número de mortos causados ​​pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela durante a noite. O Serviço informou que um terremoto de magnitude 7,2 atingiu uma área a cerca de 160 km a oeste de Caracas, seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5.

Os modelos sugerem que o número de mortos provavelmente chegará aos milhares, com uma probabilidade grande de o número final de vítimas ultrapassar os 10 mil. Os números chegariam ao máximo de 100 mil, em uma situação mais catastrófica.

Terremoto na Venezuela

Arquivo pessoal/Matheus Nucci Mascarenhas

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O segundo terremoto, ocorrido poucos minutos após o primeiro tremor durante a noite, foi o mais forte que a Venezuela experimentou em mais de um século. O levantamento foi feito pela rede de TV americana CNN, citando dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O maior tremor já registrado na Venezuela ocorreu em 1900, com magnitude 7,7, ao largo da costa norte, perto da capital Caracas.

O epicentro desse tremor estava a apenas algumas centenas de quilômetros dos terremotos ocorridos durante a noite.

O segundo terremoto da noite passada - que teve magnitude 7,5 - é o segundo maior da história do país. O primeiro tremor, ocorrido menos de um minuto antes, foi o quarto maior já registrado no país, com magnitude de 7,2.

Equipes de engenharia, defesa civil e centenas de agentes de resgate foram mobilizados em caráter de urgência para atuar nos escombros de edifícios e hotéis que desabaram em Caracas e em cidades do interior.

Em pronunciamento, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodrigues, disse que a prioridade é encontrar sobreviventes nos escombros. A presidente interina da Venezuela destacou o apoio que vem recebendo de governos e organismos internacionais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou suas redes sociais para oferecer ajuda humanitária imediata à Venezuela.

Em comunicado, Trump classificou os abalos como massivos em escala e informou que instruiu todas as agências do governo americano a mobilizarem equipes de busca, resgate e insumos médicos de emergência para envio imediato à região afetada.

O presidente americano falou em um número devastador de mortos, mas não deu mais detalhes.

O ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro enviou uma mensagem em nome dele e da esposa, Cilia Flores, direcionada à população venezuelana.

O ex-ditador e a esposa estão presos em Nova York desde janeiro, quando foram capturados pelo exército dos Estados Unidos em Caracas e enviados ao país para responder por diversos crimes.

No Brasil, o presidente Lula manifestou consternação com os impactos dos terremotos e orientou o Ministério das Relações Exteriores a avaliar medidas de assistência em conjunto com a embaixada brasileira em Caracas.

Em comunicado, o Planalto reafirmou a determinação do Brasil em apoiar a gestão da presidente encarregada Delcy Rodríguez no trabalho de recuperação das áreas atingidas.

Segundo o Itamaraty, não há relatos de cidadãos brasileiros entre as vítimas dos tremores.

Terremoto na Venezuela

Arquivo pessoal/Matheus Nucci Mascarenhas