Desaparecido desde os anos 1990, pequena espécie de mamífero volta a ocupar rios e surpreende cientistas

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Um pequeno mamífero conhecido como rato-d’água, que havia desaparecido dos rios de uma região da Inglaterra nos anos 1990 está de volta, Um pequeno mamífero conhecido como rato-d’água, que havia desaparecido dos rios de uma região da Inglaterra nos anos 1990 está de volta, em uma iniciativa de conservação que chamou a atenção de moradores e biólogos.

Quase 200 exemplares do rato-d’água-europeu foram reintroduzidos na Cornualha, no sudoeste inglês, depois de um trabalho de recuperação ambiental e controle de um predador invasor. O projeto reacendeu a esperança de recuperar uma espécie que passou décadas ausente daquela paisagem.

O protagonista dessa recuperação é o rato-d’água-europeu (Arvicola amphibius), um roedor semiaquático que havia sido considerado extinto localmente na Cornualha durante a década de 1990. O projeto de reintrodução em Trelusback realizou duas etapas de soltura, em 2022 e 2023.

Ao todo, 198 animais foram devolvidos a uma área com riachos, lagoas, vegetação e terrenos úmidos. O desaparecimento foi resultado de uma combinação de destruição ambiental e pressão de predadores.

A redução das áreas úmidas comprometeu diretamente os locais utilizados pelos roedores para alimentação, abrigo e reprodução. Entre os principais fatores responsáveis pelo declínio estão:

Una pequeña rata topera (Arvicola amphibius) en un área de protección natural en Norfolk Broads, Reino Unido (Steve Haywood, 2021) Antes de liberar os animais, a equipe precisou preparar o ambiente para aumentar as chances de sobrevivência.

O trabalho envolveu recuperação de áreas alagadas, manejo da vegetação e redução do uso de pesticidas e herbicidas. Entre as principais medidas adotadas para recuperar o habitat estão:

O controle do predador invasor foi considerado fundamental para evitar que os animais reintroduzidos fossem novamente dizimados. A reintrodução aconteceu em duas etapas, com um total de 198 exemplares.

A distribuição dos animais foi organizada para fortalecer o início de uma nova população na região. Os números do projeto mostram como ocorreu o retorno:

Duas etapas de reintrodução devolveram quase 200 animais à natureza. 114 ratos-d’água foram devolvidos ao habitat natural.

Outros 84 exemplares foram introduzidos na região. Pesquisadores identificaram fezes, trilhas e avistamentos dos roedores, sinais positivos de que os animais permaneceram na região após a reintrodução.

Depois das solturas, pesquisadores identificaram fezes, trilhas e avistamentos que indicam a permanência dos roedores na área. Esses sinais são positivos, mas ainda não comprovam que a população consiga se manter sozinha por várias gerações.

A volta do rato-d’água representa mais do que a recuperação de uma espécie. O pequeno mamífero funciona como um engenheiro do ecossistema, pois consome plantas, escava tocas e modifica a vegetação e o solo das margens.

Além disso, integra a cadeia alimentar de animais como corujas, garças, raposas, lontras e peixes maiores. Sua presença ajuda a restabelecer relações ecológicas que ficaram comprometidas durante décadas.

O próximo desafio será acompanhar a reprodução, controlar o vison-americano e preservar os ambientes recuperados. Embora a reintrodução de 198 indivíduos seja um avanço expressivo, a verdadeira recuperação dependerá da sobrevivência e expansão da população ao longo dos próximos anos.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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