A derrota de Donald Trump durante as eleições de meio de mandato realizadas esta semana nos EUA foram um recado da população americana de que as tarifas aplicadas sobre produtos importados pesaram no custo de vida no país. A avaliação foi feita pelo coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, durante evento realizado pela Associação de Criadores de Gado do Mato Grosso (Acrimat) em São Paulo.
“Esse recado é duríssimo. Ele [Trump] achava que isso fosse tornar a indústria mais competitiva e não tornou.
E agora perdeu a eleição tanto na Câmara quanto no Senado”, afirmou Jank. Segundo ele, o setor de carne bovina vive um momento emblemático, de avanço de tecnologias, mas com grande heterogeneidade no perfil dos produtores – o que garante espaço para maior crescimento quando comparado às demais proteínas.
Em relação ao mercado internacional, Jank ressaltou que há espaço para crescimento quando considerado o consumo médio de países do Sul da Ásia e da África, abaixo de dez quilos por habitante comparado a cerca de 35 quilos por habitante no Brasil. Ele cita como exemplo a China, onde o consumo passou de quatro para oito quilos por habitante ao ano na último década, o que impulsionou as exportações brasileiras.
“Não podemos reclamar de falta de mercado. Talvez não cheguemos a esses países com facilidade, mas eles existem”, ressaltou o coordenador do Insper Agro Global.
Globo Rural