Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) articulam nos bastidores a coleta de assinaturas contra a indicação de um nome em primeiro mandato para comandar a Casa a partir de 2027. A tendência é que lista conte com assinaturas de parlamentares tanto da base quanto da oposição.
Por acordo histórico, a presidência da Alesp sempre fica com o partido que fez a maior bancada na eleição, seguindo o critério de proporcionalidade. Com isso, o PL comandará o legislativo paulista pelos próximos quatro anos.
Um dos nomes mais fortes para comandar a Casa é o de Rogério Franco (PL), ex-prefeito de Cotia, que foi eleito deputado pela primeira vez nas eleições deste ano. Franco tem predileção do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
A possível indicação dele tem preocupado tanto deputados da base como da oposição. Historicamente, a Alesp elege um parlamentar reeleito para o comando da Casa.
As últimas vezes em que um parlamentar de primeiro mandato comandou o legislativo estadual foi no começo da República, na década de 1890. Em contraponto, parlamentares têm defendido um nome do PL reeleito nas eleições deste ano.
Ao menos cinco nomes disputam o posto: Rodrigo Ashiuch, Tenente Coimbra, Alex Madureira, Thiago Auricchio e Ricardo Madalena. Dos cinco, Madureira e Ashiuch entram como favoritos na disputa.
O presidente da Alesp, André do Prado (PL), chegou a conversar com Valdemar Costa Neto sobre os nomes colocados na mesa nesta semana e deve repassar as opções para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nos próximos dias. Somente após esse encontro um nome deve ser escolhido.
Os deputados eleitos e reeleitos tomam posse no dia 1º de fevereiro, quando também acontece a eleição para a Mesa Diretora. Além da presidência do PL, a 1ª secretaria deve ficar com o PT, enquanto a vice-presidência da Casa tende a ser do Republicanos.
Jovem Pam