Luciane Carminatti (PT) gastou R$ 99,25 e ironizou os preços mostrados pelo candidato do PL sugerindo que ele faz compras em mercado de luxo Flávio Bolsonaro (PL) tentou convencer os brasileiros de que R$ 100 não são suficientes para comprar os ingredientes de um churrasco.
Mas a deputada estadual Luciane Carminatti (PT), de Santa Catarina, resolveu conferir essa história pessoalmente. Foi ao supermercado, encheu o carrinho e saiu com picanha, linguiça, carvão, pão de alho, farofa e até a cervejinha.
Tudo por R$ 99,25. A provocação foi publicada nas redes sociais nesta quinta-feira (22), a três dias do segundo turno da eleição presidencial.
O alvo era um vídeo divulgado por Flávio Bolsonaro, em julho, no qual o senador tentou montar um churrasco com R$ 100, mas desistiu da picanha e da linguiça por causa dos preços. Luciane resolveu fazer o mesmo desafio, só que com um resultado bem diferente.
Em um supermercado de São José, na Grande Florianópolis, encontrou picanha anunciada a R$ 50 o quilo, linguiça a R$ 10,89, farofa a R$ 4,69 e pão de alho a R$ 14,98. “Tá vendo aqui, Flávio? Essa é a picanha do Lula”, disparou a parlamentar durante as compras.
A deputada também não perdeu a oportunidade de debochar dos preços apresentados pelo adversário de Lula. No vídeo do senador, a farofa aparecia por R$ 19,99, enquanto Luciane encontrou o produto por R$ 4,69.
A diferença levou a petista a ironizar que Flávio só poderia estar fazendo compras em um supermercado fechado de condomínio de luxo. E não parou por aí.
Depois do churrasco, Luciane montou outra compra, desta vez com alimentos básicos, incluindo arroz, feijão, café, óleo e carnes. Segundo a deputada, a segunda compra ficou em R$ 99,35.
Os vídeos mostram resultados bastante diferentes, mas há um detalhe importante: as compras foram feitas em estabelecimentos e datas distintas. Os preços podem variar conforme a região, as promoções e as quantidades escolhidas.
Portanto, a experiência da deputada não significa que qualquer brasileiro consiga reproduzir o mesmo churrasco por R$ 100. Ainda assim, a provocação de Luciane atingiu diretamente um dos argumentos mais repetidos por Flávio Bolsonaro nesta campanha: o de que Lula não cumpriu a promessa de devolver a picanha ao prato dos brasileiros.
Na disputa eleitoral, a picanha virou assunto de campanha, motivo de acusações e até desafio de supermercado. Flávio foi às compras para mostrar que o dinheiro não dava.
Luciane foi para mostrar que dava e comprou até a “cervejinha”.
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