Depois de ameaçar tomar Cuba e bloquear acesso ao petróleo, Trump diz que EUA vai conversar com a ilha

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que seu governo falará com Cuba depois de já ter ameaçado "tomar" a ilha. Na declaração feita em sua rede social, a Truth Social, o americano afirmou também que o país caribenho está "pedindo ajuda". Cuba sofre com os impactos dos embargos econômicos impostos pelos Estados Unidos desde 1962. Esta é a primeira vez que o Trump reconhece as conversas.

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Cuba havia confirmado, em 21 de abril, um encontro em Havana. Um diálogo é fundamental para a ilha pois Washington mantém há quatro meses um bloqueio quase total sobre o fornecimento de petróleo ao país, o que piorou significativamente as condições econômicas da população.

As relações entre os Estados Unidos e Cuba oscilam entre as ameaças e sanções de Washington e as exigências de não ingerência de Havana, que, ao mesmo tempo, enviou sinais conciliatórios, como uma libertação de presos há pouco mais de um mês.

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Durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, a Venezuela foi a principal fonte de petróleo para os cubanos, mas o fechamento da rota de fornecimento pelos Estados Unidos tem provocado apagões frequentes na ilha. Em 1º de maio, Trump anunciou novas sanções econômicas contra setores-chave da economia cubana, o que foi classificado pelo ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, como "punição coletiva" e "medidas coercitivas unilaterais".

Também no início deste mês, Trump disse que os Estados Unidos iriam "tomar" a ilha caribenha perto da costa da Flórida "quase imediatamente".

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Trump postou sobre Cuba no mesmo dia em que viaja a Pequim para uma cúpula com o líder chinês Xi Jinping, e em plena campanha militar contra o Irã, que tem mobilizado consideráveis recursos militares.

Questionado sobre Cuba na segunda-feira, o líder republicano no Senado americano, John Thune, declarou que o conflito com o Irã deve ser a prioridade máxima.

— Acho que, neste momento, estamos concentrados (...) em reabrir o Estreito de Ormuz.