Dengue no DF: 45 mil jovens estão com a esquema vacinal incompleto

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou que 123,9 mil jovens entre 10 e 14 anos tomaram a 1ª dose imunizante contra a dengue até outubro deste ano (2026), mas que apenas 78,9 mil concluíram a imunização tomando a 2ª dose. O mês de outubro, que marca o início da temporada de chuvas da primavera, costuma registrar um aumento de casos da doença e pode deixar os 45 mil adolescentes não imunizados em vulnerabilidade.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, alerta que mesmo quem já teve dengue recentemente ainda corre o risco de contágio. “A infecção produz imunidade de longa duração apenas contra o sorotipo que causou a doença, deixando a proteção contra os demais sorotipos incompleta”.

A vacina disponibilizada pela rede pública oferece imunização para todos os quatro sorotipos do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, sendo o tipo DENV-3 o mais detectado na região. Atualmente, o DF conta com mais de 130 salas de vacina em funcionamento e os estoques disponíveis têm validade até setembro de 2027.

A SES-DF passou a monitorar o sorotipo DENV-3 com mais atenção nesta temporada de chuvas. O foco especial se deve ao fato de este sorotipo estar sendo mais detectado entre os infectados, mesmo com a queda geral no número de casos.

Entre 2022 e 2024, o DF registrava principalmente a circulação dos tipos 1 e 2, mas no período de 2025 a 2026 o tipo 3 teve um aumento proporcional dentre os casos registrados. Até 17 de outubro de 2026, foram notificados 3.696 casos prováveis no DF.

Análises genéticas em 113 amostras coletadas em pacientes indicaram que 72 eram do sorotipo 3. No mesmo período de 2025, haviam sido notificados 10.303 casos prováveis da doença, sendo que, de 177 amostras analisadas, 79 eram do sorotipo 3.

Os sintomas da dengue causada pelo tipo DENV-3 do vírus são semelhantes aos dos outros tipos da doença. Entre eles estão: febre, dor de cabeça, cansaço, dor muscular e dor atrás dos olhos.

O tratamento também é o mesmo, com atenção especial ao repouso e à hidratação. “É importante que as pessoas não tomem medicamentos por conta própria, porque há remédios que podem agravar a situação“, alerta Aline Folle, gerente de Vigilância das Doenças Transmissíveis da SES-DF.

Como a época de chuvas é historicamente um período de maior contágio, a SES-DF ressalta que o combate à doença deve contar com outras medidas para além da vacinação. A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, afirma:

“A imunização é uma importante estratégia para evitar hospitalizações. Vale destacar que a dose não substitui as medidas de controle do mosquito transmissor.

Mesmo uma pessoa vacinada deve continuar a adotar ações preventivas.” A recomendação é manter os cuidados para evitar a proliferação do vetor do vírus, o Aedes aegypti, e impedir a presença de larvas em residências e outros estabelecimentos.

Para além da atuação popular direta, a SES-DF combate a doença com equipes de Vigilância Ambiental ao longo de todo o ano. Entre as medidas estão a instalação de armadilhas, o combate às larvas e a liberação de mosquitos inoculados com a bactéria Wolbachia, que os torna incapazes de transmitir o vírus.

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