Deltan Dallagnol rebate Lula após ser chamado de ‘picareta’ em debate e cita supostos imóveis do petista mencionados na Lava Jato

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Senador eleito pelo Novo-PR publicou vídeo nas redes sociais neste sábado (24), após troca de acusações durante debate presidencial da TV Globo O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) reagiu neste sábado (24) após ser chamado de “picareta” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da TV Globo, realizado na sexta-feira (23).

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato rebateu a declaração. “Direito de resposta! O cara tem sítio de Atibaia no nome do amigo, triplex do Guarujá no nome do amigo, apartamento de São Bernardo do Campo do lado dele no nome de amigo, e eu sou ‘picareta’?”, ironizou Dallagnol na publicação.

A troca de acusações ocorreu durante uma discussão sobre patrimônio e a abertura dos sigilos dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Dallagnol foi escolhido pela campanha de Flávio para analisar os documentos relacionados à quebra de sigilo no contexto da disputa eleitoral.

Um post compartilhado por Deltan Dallagnol (@deltandallagnol) Durante o debate, Lula mencionou o senador eleito ao discutir o procedimento para a análise dos documentos e afirmou que ele teria criado dificuldades para a entrega do material.

Segundo o presidente, Dallagnol condicionou o procedimento à autorização de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Na ocasião, o petista declarou: “Quando apareceram, apareceu um picareta chamado Dallagnol.

Querendo fazer confusão…”. A fala motivou a resposta publicada pelo senador.

No vídeo, Dallagnol recorreu às referências ao triplex do Guarujá, ao sítio de Atibaia e a um apartamento em São Bernardo do Campo para contestar a crítica de Lula. Na quinta-feira (22), antes do debate, o senador eleito já havia provocado o presidente ao comentar sua participação na análise dos documentos.

“Última vez que analisei documentos, Lula foi parar na cadeia”, publicou. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) escalou Dallagnol para examinar documentos relacionados à abertura de sigilos do presidente e de familiares, com o objetivo de verificar possíveis inconsistências financeiras.

O procedimento faz parte de um acordo de abertura de informações financeiras que envolve os candidatos. Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba, responsável por investigações de corrupção e lavagem de dinheiro.

Após deixar o Ministério Público, ingressou na política e foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022. Seu mandato, porém, foi cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023.

Nas eleições de 2026, foi eleito senador pelo Novo-PR. As referências feitas pelo senador eleito remetem a processos da Lava Jato que envolveram o triplex no Guarujá e o sítio de Atibaia.

Lula foi condenado nesses casos, mas as condenações foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal. Em 2021, o STF decidiu que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos contra o petista.

A decisão anulou as condenações e restabeleceu os direitos políticos de Lula, permitindo que ele disputasse a eleição presidencial de 2022. Lula sempre negou ter cometido irregularidades nos casos relacionados aos imóveis.

Yasmin Rech é jornalista em formação, integrante da equipe do ND Mais na redação de Joinville. Acompanha temas factuais da região Norte de Santa Catarina, como segurança, cidadania e infraestrutura, cobrindo cidades como Joinville, São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul.

Estudante da Faculdade Ielusc (Instituto Superior e Centro Educacional Luterano), atua no Jornalismo desde 2024 e escreve reportagens que contextualizam desafios locais, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, gestão pública e segurança. Acompanha as notícias da política catarinense e participa da cobertura das Eleições 2026 no ND Mais.

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