Defesa de Zambelli diz que extradição ao Brasil seria “entregá-la à morte”

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Fonte da notícia: Metropoles Metropoles

O advogado Eduardo Maurício, que representa a defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (foto em destaque), afirmou que a extradição da parlamentar ao Brasil, que será julgada nesta terça-feira (27/10), seria o mesmo que “entregá-la à morte”. Em vídeo enviado à coluna, ele disse confiar que a Justiça italiana negará o pedido de extradição, sob o argumento de que o sistema prisional brasileiro seria “desumano e degradante”.

A Justiça italiana decide, a partir das 11h30, se a ex-parlamentar será extraditada ao Brasil para cumprir pena de 5 anos e 3 meses de prisão pelo episódio em que perseguiu um homem com uma arma em punho, na véspera do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo. “Confiamos hoje na Justiça italiana, que vai negar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli em virtude de o sistema prisional brasileiro ser desumano e degradante e não ser possível garantir a saúde e a vida da ex-deputada.

Extraditar hoje Carla Zambelli ao Brasil seria o mesmo que entregá-la à morte”, afirmou o advogado. No vídeo, o Eduardo afirmou ainda que a defesa prepara um pedido de revisão criminal para tentar reverter a condenação.

Além disso, disse que pretende apresentar um pedido de exclusão do nome da ex-deputada da lista de procurados da Interpol, em Lyon, na França. A audiência ficará a cargo da Primeira Seção Penal do tribunal italiano.

Como mostrou o Metrópoles, os juízes não vão reavaliar o mérito da condenação, mas analisar se estão presentes os requisitos previstos na legislação italiana e nos tratados internacionais para autorizar a extradição. Inicialmente, a sessão havia sido anunciada para quinta-feira (29/10).

Segundo a defesa da ex-deputada, houve um erro de comunicação sobre a data, e a expectativa passou a ser de que a audiência ocorra nesta terça-feira, às 11h30, no horário local. Antes disso, o julgamento estava previsto para 27 de setembro, mas foi adiado em razão de uma greve de advogados penais na Itália, que incluiu integrantes da defesa de Zambelli no país europeu.

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