Javier Bardem e Penélope Cruz no mesmo filme, além de Robert Pattinson, Dakota Johnson e a banda Oasis são algumas das estrelas do próximo Festival de Cinema de Veneza, que começa nesta quarta-feira (2), em uma edição onde a geopolítica será mais uma vez um tema de discussão.
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Um total de 21 filmes competirão pelo Leão de Ouro, que no ano passado foi concedido a Jim Jarmusch por "Pai, mãe, irmã, irmão".
O júri, presidido pela atriz Maggie Gyllenhaal, anunciará os vencedores em 12 de setembro.
Estes são os filmes mais aguardados do 83º Festival de Cinema de Veneza:
Casamentos em crise e jornalismo inescrupuloso
Embora os grandes estúdios de Hollywood tenham decidido não participar do festival, reduzindo o número de estrelas no Lido, o glamour está garantido no tapete vermelho.
Javier Bardem e Penélope Cruz, um dos casais mais carismáticos do cinema mundial, interpretam um casal em crise em "Bunker", do diretor francês Florian Zeller.
Florian Zeller, diretor de Bunker, entre Penélope Cruz eJavier Bardem
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Dois filmes sobre jornalismo também concorrem ao Leão de Ouro: "Primetime", com Robert Pattinson no papel de Chris Hansen e seu programa "To catch a predator", e o mais recente trabalho de Danny Boyle, "Ink", sobre o magnata da mídia Rupert Murdoch.
Robert Pattinson em 'Primetime'
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Grandes nomes do cinema, como o italiano Nanni Moretti, o japonês Hirokazu Koreeda e o alemão Werner Herzog (com um filme estrelado pelas irmãs Rooney e Kate Mara) também estão na disputa.
E, fora de competição, Dakota Johnson interpreta Marilyn Monroe em um curta-metragem de Maggie Gyllenhaal.
Geopolítica e documentários
Após o choque causado no ano passado por "A voz de Hind Rajab", sobre uma menina palestina morta por forças israelenses enquanto fugia da Cidade de Gaza, desta vez o documentário "NAZA", em competição, deve agitar o público.
Codirigido pelo jornalista investigativo Yuval Abraham e pela cineasta Rachel Szor, dois dos quatro criadores do premiado "Sem chão" (2024), "NAZA" aborda "os sistemas por trás dos massacres calculados de civis palestinos em Gaza por Israel", de acordo com o site do Festival de Veneza.
Outros filmes que abordam o conflito Israel-Palestina incluem "A estrada para Jericó", de Amos Gitai, e "Cidadão Osama".
Além da geopolítica, os documentários desempenham um papel significativo na programação deste ano.
Os destaques incluem "Musk", com mais de três horas sobre a vida do influente bilionário e dono da Tesla e da SpaceX, e "Oasis: don't look back in anger", sobre o retorno aos palcos do lendário grupo britânico.
Onde estão as diretoras?
Dos 21 filmes que concorrem ao prêmio principal, apenas dois são dirigidos por mulheres, um deles em codireção com um homem.
São eles "Woman unknown", da diretora dinamarquesa Kvinde Ukendt, e o documentário "NAZA", codirigido por Rachel Szor e Yuhal Abraham.
Cena de "NAZA", codirigido por Rachel Szor e Yuhal Abraham
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Diante de uma enxurrada de críticas, Alberto Barbera, diretor artístico do Festival de Veneza, argumentou que menos de um quarto dos filmes submetidos à comissão de seleção foram feitos por mulheres e que "a qualidade dos que vimos não era alta o suficiente para justificar a entrada na competição".
Borges, Ricky Martin e um salva-vidas cubano
O cineasta ítalo-chileno Marco Bechis ("Garage Olimpo") compete com "Retorno a Buenos Aires", sobre um sobrevivente da ditadura argentina que retorna para depor em um julgamento.
Fora de competição, o diretor argentino Mariano Llinás apresenta uma biografia de mais de cinco horas de Jorge Luis Borges, baseada em objetos e lugares associados ao lendário escritor.
Débora Nascimento e Ricky Martin em cena no filme "Hombre el Agua" (2026)
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E na seção Spotlight, será exibido o novo filme de Gael García Bernal, "Hombre al água", no qual o ator mexicano interpreta um salva-vidas cubano envolvido em uma farsa familiar no México.
O elenco inclui o cantor Ricky Martin e a brasileira Debora Nascimento.
O cinema latino-americano também está presente em outras seções paralelas focadas em novos talentos, como os filmes colombianos "Meteorite" e "The End of Times", o filme mexicano "Beauty Salon" e o filme argentino "A veces me entra tristeza, otras veces rebelión".
