De cordões de 2kg a carrões: a vida de luxo de Poze do Rodo, que teve a mansão invadida por assaltantes e foi feito refém

 

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Entre joias de ouro que chegam a pesar dois quilos, carros importados e uma mansão no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, Marlon Brendon Coelho Couta da Silva, o MC Poze do Rodo, vive uma vida de luxo, que é ostentada nas redes sociais. Na terça-feira, o artista teve seu imóvel na Avenida das Américas invadido por assaltantes. Ele estava vendo TV com amigos por volta de 2h30, hora do roubo. Todos foram rendidos pelos bandidos, amarrados e agredidos durante cerca de 40 minutos. Os ladrões fugiram levando R$ 2 milhões em joias, celulares, relógios, roupas, perfume, além de R$ 15 mil em dinheiro.

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Joias de MC Poze do Rodo

Fabiano Rocha

Entre seus veículos, estão exemplares das marcas BMW X6, Land Rover e Honda. Cordões de ouro com diamante e anéis fazem parte de seu arsenal de joias, avaliadas em R$ 1,953 milhão.

De onde vem a fortuna de Poze?

Marlon Brandon Coelho Couto Silva nasceu na Comunidade do Rodo, localizada em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ainda adolescente, ele se envolveu com o tráfico de drogas, experiência que afirma ter largado pela música. Sua realidade e a da comunidade em que cresceu, no entanto, estão presentes nas suas canções, algo que, por vezes, causou controvérsia.

Os cordões robustos em ouro 18k — a maior parte deles com o peso de dois quilos — sinalizam o tamanho da fortuna de MC Poze do Rodo.

Poze do Rodo estourou em 2019, quando já tinha um cachê de R$ 20 mil por show, o que chegava a somar R$ 240 mil por mês. De lá para cá, ele se manteve entre os funkeiros mais badalados da cena nacional, lançando faixas de sucesso, como “Vida louca”, e participando de diversos feats, com nomes como MC Kevin o Chris, DJ Gabriel do Borel, MC Hariel, Xamã e Ferrugem. Em 2022, Poze lançou seu primeiro EP, “O sábio”. Em 2024, esteve no line-up do Rock in Rio, com um show lotado.

Em agosto de 2023, quando a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro, a Funarj, decidiu cancelar um show do artista dentro do projeto “Fim de tarde”, foi revelado que seu cachê seria de R$ 40 mil pela apresentação.

O show teria sido cancelado após a pressão de deputados bolsonaristas e conservadores que integram a Assembleia Legislativa do Rio. Os parlamentares argumentaram que Poze faz apologia ao crime organizado em suas músicas e que haveria uma contradição na sua contratação por um órgão do estado.

O assalto à mansão

Poze contou à polícia que ao menos quatro homens armados com fuzis e pistolas, todos encapuzados, invadiram a casa. Após ele e os amigos serem rendidos, o cantor viu outros quatro bandidos circulando pela residência. Os criminosos alegavam, ainda conforme o artista, que estavam no imóvel a mando de chefes do tráfico de drogas, o que ele viu como uma tentativa de enganá-lo.

Em seguida, de acordo com Poze, os assaltantes amarraram todos que estavam na casa e começaram uma sessão de agressões, com socos e chutes. O cantor afirmou ainda que os bandidos gravaram o crime. O artista contou que acredita que os criminosos tentam conseguido acessar sua casa por meio de uma área de mata.

Policiais militares do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foram para o local e isolaram a residência para uma perícia.

Segundo a Polícia Civil, a investigação da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) sobre o assalto já está em andamento. "A perícia foi feita no local, e os agentes realizam diligências, incluindo a busca por imagens de câmeras de segurança, para apurar as circunstâncias do crime e identificar todos os envolvidos", disse a corporação em nota.