De 14 para 16 centímetros, mais de 500 mulheres e “armado o dia inteiro”: vereador Tião Peixoto abre o jogo sobre prótese peniana

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Fonte da notícia: Jornal Opção Jornal Opção

Aos 81 anos, o vereador Tião Peixoto (PSDB) mostrou que disposição não falta quando o assunto é vida sexual. Em entrevista ao Jornal Opção, o parlamentar contou que recorreu a um implante de prótese peniana para deixar de depender de medicamentos para disfunção erétil, como o Viagra, popularmente conhecido como “azulzinho”.

Segundo ele, a cirurgia resolveu o problema de vez. “Eu tomava muito azulzinho e tudo.

Eu coloquei a prótese e resolveu 100%”, afirmou. Tião Peixoto também contou que não perdeu a sensibilidade e que a adaptação foi tranquila.

Dez anos depois, ao que tudo indica, o investimento continua dando retorno. Foto: Millena Cristina de Oliveira / Câmara Municipal Goiânia

Durante a conversa, o parlamentar afirmou que o implante também proporcionou um aumento de dois centímetros no comprimento do órgão genital. Segundo ele, a medida passou de 14 para 16 centímetros.

“Ela aumenta. Era 14, foi para 16.

Então aumentou dois centímetros, foi bom”, contou, aos risos. Ao falar sobre o desempenho sexual, Tião Peixoto afirmou que consegue manter relações por quatro ou cinco horas e que permanece “armado o dia inteiro”.

Ele também disse que o período de recuperação foi tranquilo e que, após 30 dias, já estava preparado para retomar a atividade sexual. “Se eu pudesse, fazia de novo.

Foi uma coisa maravilhosa”, declarou. Questionado sobre sua vida sexual na última década, o vereador afirmou ter se relacionado com mais de 500 mulheres desde que colocou a prótese.

Agora, segundo ele, a intenção é aproveitar uma nova fase da vida após o casamento. Como funciona a prótese peniana

O urologista Felipe Dias explica que o implante de prótese peniana é indicado, principalmente, para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais contra a disfunção erétil, como medicamentos orais à base de tadalafila ou aplicações intracavernosas feitas diretamente no pênis para provocar a ereção.

Dr. Felipe Dias, urologista.

Foto: Acervo Pessoal Segundo o médico, o perfil mais comum é de homens a partir dos 50 anos que apresentam doenças como diabetes, hipertensão e problemas vasculares.

Também são frequentes pacientes submetidos à prostatectomia radical, cirurgia para retirada da próstata em casos de câncer, que pode ter como uma das principais complicações a disfunção erétil. Uma das dúvidas mais recorrentes, segundo Dias, é se a prótese aumenta o tamanho do órgão sexual.

O especialista esclarece que isso é um mito. “A prótese peniana não aumenta o pênis.

Durante a cirurgia, fazemos uma medição criteriosa, interna, e escolhemos a prótese que melhor se adapta ao tamanho do órgão do paciente”, explica o médico. Durante a cirurgia, o médico faz uma medição interna do pênis para escolher o implante adequado às dimensões do paciente.

O procedimento também não é indicado para tratar casos de micropênis. Outra preocupação comum é a possibilidade de perda de sensibilidade ou de alterações no orgasmo.

De acordo com o urologista “O paciente que tem um implante de prótese peniana não perde sensibilidade e continua tendo orgasmo normalmente, sem nenhum problema”. Custos e recuperação

No Brasil, os valores variam conforme o modelo escolhido. As próteses maleáveis custam entre R$ 3,5 mil e R$ 15 mil, enquanto as infláveis, que possuem mecanismo mais complexo, podem chegar a R$ 85 mil.

O SUS também pode oferecer o procedimento, mediante solicitação do urologista e autorização da rede pública. 1/2

Prótese semirrígida. Dias ressalta que, apesar da eficácia, a cirurgia exige avaliação pré-operatória criteriosa, especialmente em pacientes diabéticos.

Entre as complicações possíveis, a infecção é considerada a mais temida pelos especialistas, sobretudo quando os níveis de glicemia não estão controlados. O procedimento apresenta índice de satisfação superior a 90%, segundo estudos citados pelo médico.

A alta hospitalar costuma ocorrer em menos de 24 horas, e a retomada das relações sexuais é liberada, em geral, seis semanas depois da cirurgia.

Publicação Original Jornal Opção jornalopcao.com.br
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