Crusoé: Presidente do Novo compara escândalos financeiros no Paraguai e no Brasil

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

"Instituições funcionais não são imunes a fraudes, escândalos ou corrupção. O que as diferencia é a forma como lidam com eles", disse Eduardo Ribeiro

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, comparou nesta quinta-feira, 5, os escândalos financeiros no Paraguai, do Ueno Bank, e no Brasil, do Banco Master. “Escândalo financeiro no Paraguai: todo mundo preso, dinheiro sendo devolvido, presidente renunciou.

Escândalo financeiro no Brasil: todo mundo solto, ministro do STF segue no cargo, fundos de pensão no prejuízo, presidente reeleito”, escreveu o dirigente partidário. “Instituições funcionais não são imunes a fraudes, escândalos ou corrupção.

O que as diferencia é a forma como lidam com eles. No Paraguai, a investigação e a queda dos envolvidos foram rápidas.

No Brasil, ninguém sequer caiu”, acrescentou. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, 5, em meio à realização de uma sessão extraordinária na Câmara dos Deputados para analisar a abertura de um processo de impeachment contra ele.

Peña é apontado como responsável pela crise envolvendo o Ueno Bank, maior emissor de cartões de crédito do país. O índice de solvência do banco, que mede sua capacidade de pagamento, caiu para menos da metade do mínimo exigido após ajustes em seus balanços.

Na prática, a decisão suspendeu as operações do banco e deixou milhões de clientes sem acesso às contas. A situação levou o Banco Central paraguaio a dar início a um procedimento para “proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro”.

O Ministério Público do Paraguai iniciou um processo investigativo sobre o caso, determinando a prisão de oito pessoas ligadas à instituição financeira. Peña teve participação societária na estrutura empresarial ligada ao Ueno Bank, por meio da Ueno Holding, até março de 2025.

Carlos Carvallo, agora ex-presidente do Banco Central paraguaio, comandou a financeira Ueno antes de sua transformação em banco, em 2023. As duas conexões levantam suspeitas de conflito de interesses e questionamentos sobre a fiscalização da instituição. No Brasil, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master por considerar que a instituição chegou a uma situação financeira insustentável, com falta grave de liquidez e violações das regras do sistema financeiro….

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Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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