Lula acelera para o quarto mandato, sem desviar dos buracos do terceiro Reeleito com mais de 4,4 milhões de votos de vantagem, o presidente Lula não deu qualquer sinal de que irá consertar os problemas que vinham se avolumando em seu terceiro mandato.
Pelo contrário. Lula e seus aliados deram declarações de que irão seguir adiante na trajetória irresponsável de seu atual governo.
Durante seu terceiro mandato, Lula nunca se preocupou com o desequilíbrio nas contas públicas. Em 2023, trocou o teto de gastos pelo arcabouço fiscal, estipulando uma meta de superávit para equilibrar as contas.
A criatividade petista, contudo, criou uma margem de tolerância de 0,25 ponto para baixo ou para cima da meta. Marotamente, o governo passou a seguir o piso da meta.
O resultado é que a dívida pública em relação ao PIB subiu dez pontos e passou a representar 82% do PIB. No dia seguinte à vitória do petista, o medo de que o desequilíbrio fiscal levasse a uma recessão fez com que a Bolsa de Valores registrasse sua maior queda diária desde a pandemia de Covid.
Mas não houve acenos importantes do governo de que haverá um compromisso com um equilíbrio das contas públicas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo enviará ao Congresso, ainda neste ano, uma proposta para tornar obrigatória a busca do centro da meta fiscal.
Mas, como se viu quando Fernando Haddad comandou a Fazenda, não bastam declarações corretas que agradem o mercado. Importa quanto Lula quer gastar para ganhar popularidade.
“Lula já mostrou que sabe fazer cortes de gastos, basta ver o primeiro mandato. Resta saber se quer fazer o ajuste”, escreve o economista Roberto Ellery nesta edição de Crusoé (Leia o artigo A economia no quarto mandato de Lula).
“Durante a campanha, a tese foi a de que gastar mais gera mais crescimento, o que reduziria a dívida como proporção do PIB. Experimentos do tipo costumam dar errado aqui e em outros países, e não há razão para acreditar que desta vez será diferente.”
Na terça, 27, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, responsável pela articulação política do governo, afirmou que um ajuste fiscal… Siga a leitura em Crusoé.
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O Antogonista