O gramado sintético do Nilton Santos tem sido alvo recente de críticas por causa de uma aparente piora em sua condição.
A última delas foi do próprio técnico do Botafogo, Franclim Carvalho, que admitiu que o piso “não tem a mesma qualidade de antes” após o empate por 1 a 1 com o Fluminense, pelo Brasileirão, jogo no qual o meia colombiano Jordan Barrera machucou sozinho o tornozelo esquerdo — ele realiza tratamento no CT do clube e repetirá exames no final desta semana.
'Não tem a qualidade de antes': Botafogo perde força em casa e técnico Franclim Carvalho critica gramado
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— Obviamente temos mais empates (em casa) do que desejávamos.
Às vezes, empatamos no fim ou sofremos no fim.
Nosso gramado não tem a mesma qualidade que tinha antes.
Isso é para nós e o adversário — disse o treinador na entrevista coletiva após o clássico.
A reportagem do GLOBO descobriu que, no início do ano, o Botafogo trocou a empresa responsável pela manutenção.
A Total Grass, antiga prestadora, teve o contrato encerrado e foi substituída pela FieldCare, braço de manutenção da FieldTurf, fabricante do piso.
Por outro lado, o clube renovou este ano a certificação Fifa Quality Pro até abril de 2027.
Além disso, o gramado está dentro do prazo previsto para substituição.
Procurada pela reportagem, a SAF do Botafogo reconheceu a queda na qualidade do piso e admitiu que existe atenção interna a esta questão, mas reforçou a confiança na revalidação internacional — vigente desde 11 de abril de 2026 até 10 de abril de 2027.
O alvinegro conseguiu a homologação em todos os anos desde que instalou o gramado, em 2023, e enviou os certificados a CBF e Conmebol, entidades responsáveis pela organização das partidas dos campeonatos disputados no Nilton Santos.
O Estádio Nilton Santos, o Engenhão, na Zona Norte do Rio
Vitor Silva/Botafogo/Divulgação
Até fevereiro, o clube trabalhava com a Total Grass, responsável pela instalação do gramado sintético da FieldTurf.
O sistema chamado Vertex Core também é utilizado em estádios como a Arena da Baixada, do Athletico-PR, o Pacaembu e a Arena Barueri, do Palmeiras.
Porém, pouco tempo após a revalidação do laudo da Fifa, em janeiro, a SAF encerrou o contrato de manutenção, optando por seguir com o fornecedor da própria fabricante.
A FieldCare tem possui uma equipe de manutenção treinada especificamente para analisar e manter as instalações da FieldTurf.
Troca natural
Em contato com o GLOBO, a Total Grass afirmou que sempre praticou “a reposição dos insumos e a constância nas manutenções”, assim como a utilização de “equipamentos corretos e de qualidade”.
O Botafogo, por sua vez, tratou a troca de empresa com naturalidade.
A reportagem também contatou a FieldTurf, que ainda não deu mais detalhes sobre seu atual processo de manutenção.
Segundo especificações da empresa, o gramado só precisaria ser trocado após oito a 12 anos de uso, ou seja, entre 2031 e 2035.
A conservação do gramado inclui atividades que variam com o tempo e as condições climáticas, e vão desde inspeção simples e descompactação até escovação e preenchimento de zonas críticas.
Além dos jogos e treinos da equipe masculina do Botafogo, o Nilton Santos recebe atividades da equipe feminina e da base, assim como diversos shows e eventos.
A próxima partida do alvinegro no estádio é no dia 20, contra o Cienciano, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
