Enquanto rolavam o rap de Mauí no Supernova e clássicos da bossa nova com Wanda Sá no Global Village, Vanessa da Mata começou os trabalhos no Palco Sunset, em show com o cantor e compositor Rubel como convidado. Com céu nublado mas ainda sem chuva, a cantora abriu a tarde com hits como "Não me deixe só" e "Amado", mais músicas do seu repertório como "Segue o som" e "Baú", entre o dançante e o romântico. O público, que chegou cedo, logo tratou de encher a frente do palco. O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Rock in Rio: Acompanhe o terceiro dia do festival em tempo real Na malemolência de "Vem doce" e da regueira "Vermelho", Vanessa seguiu o show e manteve a toada em "Boa sorte", sua parceria com o americano Ben Harper e um dos seus grandes sucessos, que a plateia (e especialmente a parte mais jovem) cantou com ela.
Uma pegada afrobeat dominou "Foice", canção politica e religiosa. "Deus, livrai-nos do mal!", bradou a cantora, ao fim. Manchetes sobre intolerância religiosa apareceram no telão enquanto ela seguia por "Te apoio em sua fé", outra da ala afro do show. A indignação (reforçada por mais manchetes sobre as violências no Brasil) tingiu o rock "Face avesso", que desembocou num "Que país é esse", de Renato Russo e numa vocal manifestação política do público. Vanessa da Mata no Rock in Rio O Globo Numa pausa de silêncio, Vanessa pediu então que o público recebesse de portas e braços abertos "um dos maiores da nova geração", Rubel, com quem começou com um de seus hits de cantora, "Ainda bem". Momento terno e definitivamente bonito, que o cantor cuidou de manter ao puxar no violão sua releitura de "Medo bobo", de Maiara e Maraísa — a delicadeza com que a dupla conduziu a canção emocionou a plateia. Quando os dois encerram o duo, com "Carta de Maria", a sensação era a que de o encontro tinha dado liga. Sem Rubel, Vanessa da Mata ainda cantou "Gente feliz" e "Mais sem vergonha", para encerrar lá no alto com a bem conhecida "Ai ai ai". Foi um bom pontapé para o dia dos compositores no Sunset.
O Globo