O circo dos horrores de Poppy chegou discretamente ao Palco Sunset, na noite deste sábado, já sem chuva. À frente de uma banda mascarada, no melhor estilo Slipknot (uma cara influência), Moriah Rose Pereira (descendente da colônia portuguesa de Boston, nos EUA) surgiu plena, vestida nas cores da bandeira do Brasil, com um vestido curtíssimo e longas botas.
O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Rock in Rio 2026: Acompanhe o segundo dia do festival em tempo real “Have you had enough?”, que alterna vocais suaves com berros rasgados, foi a primeira, seguida de “The cost of giving up”, para um Sunset repleto de gente.
— Ei, Rock in Rio! Preciso ver algumas rodas de pogo aí embaixo — disse ela. Foi atendida: nos trechos mais pesados das músicas, o povo caía nas rodas e nos pulos. Duas coisas, porém, não ajudavam: a dinâmica de muitas das canções, que alternam trechos mais suaves (o timbre da voz lembra o da diva Katy Perry) com outros mais agressivos, e o som, que não chegava com a pressão devida a quem estava mais afastado do palco. Famosa inicialmente como youtuber, Poppy se lançou na música com discos pop, enveredando pelo rock pesado a partir de “I disagree”, de 2020, que rendeu uma indicação ao Grammy.
A partir da metade do show, uma boa parcela do público começou a romaria em direção ao Palco Mundo, em busca do Bring Me The Horizon. Poppy tem boas ideias e personalidade, mas sua música precisa ainda de uma cara mais definida. Aos 31 anos, a luso-americana ainda tem muito tempo para evoluir. Já conta com uma bela base de fãs.
O Globo