Crítica: Para onde vai esse tal de rock'n'roll? Bring Me The Horizon traz respostas

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Para onde vai esse tal de rock'n'roll? Que estratégias deve adotar, que caminhos seguir a fim de ainda ser relevante para a juventude que o cultivou por décadas? Perguntas que rodaram a cabeça antes do começo do show da banda inglesa Bring Me The Horizon, quando o novo e gigantesco telão do Palco Mundo do Rock in Rio foi ocupado pelo trailer do game fake Post Humen NexGen - um show com violência e muito sangue-e-tripas, como era anunciado. O SEU ROCK IN RIO: MONTE O SEU LINE-UP IDEAL EM JOGO INTERATIVO Rock in Rio 2026: Acompanhe o segundo dia do festival em tempo real Depois disso, a explosão sonora com "DArkSide", faixa tão pesada quanto pop quanto tecnológica, trouxe algumas respostas - o rock hoje tem que ser a mistura adrenalizada de absolutamente tudo, com cálculos matemáticos para que cada refrão tenha efeito arrebatador. "Eu preciso mais grande!", pediu em português esforçado (de residente no Brasil) Oli Sykes, o vocalista-dínamo, antes de "House of wolves", na qual a banda mandou um intenso e competente hardcore. Era festa punk. Antes de enverwdar por "Happy song", Sykes pediu um mosh pit gigante - mais um no dia de Rock in Rio, que os teve em Black Pantera, Major RD e até Poppy. "Teardrops", "Dehumanized", a cada um dos hits que o Bring Me The Horizon soltava, a plateia respondia com alegria - e as intervenções gráficas nas imagens ao vivo da banda faziam do telão um elemento fundamental do show. Que teve, sim, muita energia no que era tocado e urrando, lembrando que uma banda dessas não começa impunemente uma carreira fazendo death metal brutal (por mais pop eletrônico que absorva depois). A noite do Bring Me The Horizon trouxe algumas momentos impagáveis. Como o do Apocalipse ao som de drum'n'bass, death metal e k-pop. Ou o duo de vocais hardcore de Oli Sykes com.o amigo JP. Ou os interlúdios em forma de game. Tudo funcionou bem. Mais para o fim do show, o cantor reforçou sua conexão com.o publico nas intensas mas aentimentais "Drown", "Throne" e "Can you feel my heart'. A bandeira do Brasil e juras de amor ("eu tenho CPF! E pix!") foram o golpe de misericórdia do cantor para sair aclamado pela turba, nessa estreia do Bring Me The Horizon no Rock in Rio. Eles chegaram na hora certa: foi o show perfeito para o palco, o dia e a hora. Sem miserinha.

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