A força de trabalho da indústria automobilística da Alemanha encolheu para o menor nível em mais de duas décadas, à medida que as montadoras cortam custos diante da crescente concorrência de rivais chineses. No período de 12 meses encerrado em junho, a indústria automobilística alemã perdeu mais empregos do que qualquer outro segmento industrial, informou nesta sexta-feira o Departamento Federal de Estatísticas.
Volkswagem demite milhares e Ford recontrata: Como a IA e motores elétricos afetam os empregos nas montadoras Sob pressão de carros chineses: Stellantis, fabricante do Jeep, revê seus planos para América do Sul O número de trabalhadores de montadoras como Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz caiu 5,8%, ou 42.300 funcionários — mais que o dobro da retração registrada pelo setor industrial em geral —, atingindo o menor nível desde 2005. As montadoras alemãs estão cada vez mais pressionadas pelas condições adversas na China, pela concorrência chinesa nos mercados globais e pelos altos custos de produção em seu próprio país. Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz reduziram suas projeções nas últimas semanas, após resultados fracos na China, o maior mercado automobilístico do mundo. Só a Volkswagen avalia cortar até 100 mil empregos na Alemanha e fechar algumas fábricas. Disputa elétrica: Venda de carros chineses dispara no Brasil e derruba preços nas lojas de novos e usados A indústria automobilística continua sendo a segunda maior empregadora do setor industrial na Alemanha, atrás apenas da indústria de máquinas, que tinha pouco mais de 900 mil trabalhadores no fim de junho, ante 691.500 no setor automotivo, segundo o Departamento Federal de Estatísticas. Enquanto fabricantes de automóveis e motores e fornecedores de autopeças registraram queda no número de funcionários, de 6,1% e 7,6%, respectivamente, a força de trabalho dos fabricantes de carrocerias e reboques cresceu 10%, mostram os dados.
O Globo