Crianças desaparecidas em Bacabal (MA): buscas vão usar sonar subaquático da Marinha

 

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As buscas pelos irmãos Ágata Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos na zona rural de Bacabal, no Maranhão, completam dezesseis dias nesta segunda-feira. No domingo, as equipes passaram a contar com a ajuda da Marinha do Brasil e de um sonar subaquático.

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Nas redes sociais, o prefeito do munícipio Roberto Costa e o governador do estado Carlos Brandão, informaram que no sábado as equipes da Marinha realizaram o reconhecimento do local e no domingo, avançaram nas buscas com o equipamento pelo rio.

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"Ontem as equipes realizaram o reconhecimento do local. Hoje, avançam nas ações aquáticas e subaquáticas no Rio Mearim com uso do side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio e de suas águas turvas", informaram em uma publicação conjunta.

De acordo com Costa e Brandão, as buscas continuam em paralelo na mata e nenhuma hipótese sobre o desaparecimento das crianças é descartada.

Entenda o caso

Os irmãos Ágata Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem desaparecidos desde as 16h do dia 4 de janeiro, após saírem para brincar no povoado de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão, acompanhados do primo Wanderson Kauã, de 8, encontrado com vida no dia 7 de janeiro, em Santa Rosa, povoado vizinho, a cerca de quatro quilômetros de onde desapareceu.

Segundo a prefeitura de Bacabal, ele apresentava escoriações no corpo compatíveis com o período em que permaneceu perdido na mata. A SSP informou que entre os trabalhos em andamento com Wanderson estão as perícias psicológica e social, conduzidas por equipe do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA). De acordo com o governador de Maranhão, o menino não sofreu violência sexual.

Kauã nega participação de terceiros

Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 16 de janeiro, o secretário da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que Kauã negou a participação de terceiros em caminhada até a mata.

— O Kauã nega a participação de terceiros nessa caminhada. Então as crianças saíram do povoado e se perderam na mata sozinhos, esse é o ponto inicial que estamos tratando. Nós não vamos descartar nenhuma linha de investigação por mais absurda que seja — contou.

Martins também alegou que a nova estratégia para identificar o paradeiro dos irmãos é ampliar a área de buscas, indo além do limite que haviam estabelecido, e continuar com as buscas subaquáticas em rios e lagos da área da mata. Além da utilização de helicópteros e drones.

Ao fim, o secretário ainda revela que há alguns assuntos que não gosta de tratar para não aumentar a dor dos parentes. — Nós vamos encontrar essas crianças custe o que custar — concluiu.

Recompensa de R$ 20 mil, Exército e batalhão ambiental

Os esforços para localização dos irmãos também contam com a participação de militares do Exército, policiais militares do Batalhão Ambiental do Maranhão e com uma recompensa no valor de R$ 20 mil oferecida pelo prefeito do município, Roberto Costa (MDB).

Costa anunciou a recompensa para quem fornecer uma "informação correta" sobre a localização de Ágata Isabelle e Allan Michael.

A força-tarefa na área quilombola, cercada por mata, é composta por Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública. O grupo passou a contar também com o apoio do Exército Brasileiro e do Batalhão Ambiental. Nas redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, compartilhou a informação.

"Toda ajuda é importante. Os trabalhos seguem sem parar, com técnica e equipamentos adequados, para localizar as crianças e acabar com o sofrimento da família e da comunidade", destacou.