UE diz que prioridade é diálogo após ameaça de tarifas de Trump, mas prepara retaliação bilionária
A União Europeia afirmou que ‘a prioridade é dialogar, não intensificar o conflito’, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas progressivas sobre produtos europeus. Apesar do discurso conciliador, o bloco já estruturou um plano de contingência que prevê retaliações comerciais estimadas em até 93 bilhões de euros, caso as negociações fracassem.
As declarações ocorrem após Trump anunciar tarifas iniciais de 10% sobre países europeus, com possibilidade de elevação para 25% até junho de 2026. As medidas estão associadas a pressões estratégicas dos EUA, que incluem o interesse americano na compra ou no controle da Groenlândia e sanções indiretas a países que mantêm relações comerciais com o Irã.
Reunião emergencial
Diante do risco de escalada comercial, líderes europeus passaram a defender uma resposta coordenada. Em 18 de janeiro de 2026, embaixadores dos 27 países-membros se reuniram neste domingo (18), em caráter emergencial, para alinhar uma posição comum e reforçar a defesa da soberania do bloco frente às ameaças de Washington.
Segundo autoridades europeias, o objetivo é alcançar uma solução negociada antes que as tarifas entrem em vigor, em fevereiro de 2026. O entendimento é de que uma resposta fragmentada enfraqueceria a capacidade de barganha da União Europeia em um cenário de crescente tensão geopolítica.
Apesar disso, a UE reconhece que precisa estar preparada para um eventual impasse. O plano de contingência em estudo prevê um pacote de tarifas retaliatórias contra produtos norte-americanos, com impacto financeiro estimado em 93 bilhões de euros, o equivalente a cerca de 100 bilhões de dólares.
De acordo com fontes do bloco, a estratégia busca atingir setores dos Estados Unidos de forma equilibrada, reduzindo os efeitos negativos sobre a economia europeia e evitando danos desproporcionais a países mais expostos ao comércio transatlântico.
