Criança de 2 anos morre após comer fraldas e pedaços de parede para aliviar a fome nos EUA
Um menino de 2 anos morreu no último dia 3 em decorrência de desnutrição severa e desidratação após viver em condições degradantes dentro de casa, em Tell City, no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Segundo a polícia, a criança chegou a ingerir pedaços de fralda e de parede, como drywall e tinta, em uma tentativa de sobrevivência.
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O caso veio à tona após uma ligação para o serviço de emergência no dia 31 de março. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram o menino inconsciente e sem sinais vitais. Equipes de resgate ainda tentaram reanimá-lo, mas ele foi declarado morto ali mesmo.
Exames realizados após a morte confirmaram a gravidade da situação. No organismo da criança, foram encontrados materiais compatíveis com gel de fraldas, pedaços de parede, tinta e outros resíduos presentes no ambiente em que vivia.
De acordo com os investigadores, o menino pesava cerca de 7 quilos, aproximadamente metade do esperado para a idade, e apresentava dezenas de feridas pelo corpo.
Casa tinha condições precárias e insalubres
Durante a perícia, a polícia descreveu o imóvel como um ambiente extremamente insalubre. Nos quartos das crianças, havia fezes espalhadas pelo chão, fraldas usadas, restos de parede, sujeira acumulada e presença de insetos.
Em contraste com o cenário encontrado nos espaços ocupados pelas crianças, o quarto dos pais estava limpo, organizado e sem sinais de abandono. A diferença chamou a atenção dos investigadores e reforçou a suspeita de negligência deliberada.
Segundo o depoimento do casal à polícia, eles haviam visto o filho pela última vez com vida na noite anterior à ligação para o socorro — um intervalo de mais de 14 horas.
A demora em acionar os serviços de emergência também é considerada um dos fatores analisados pelas autoridades na investigação.
Os pais, identificados como Trevor Reichard-Hayes, de 39 anos, e Katherine Carter, de 31, foram presos e acusados de assassinato e múltiplas formas de negligência infantil. Outras duas crianças que viviam na casa foram retiradas do local por serviços de proteção. Uma delas precisou ser hospitalizada em estado grave, também com sinais de desnutrição.
A investigação segue em andamento, e o casal deve responder à Justiça nas próximas semanas.
