Cria da comunidade do Rio, cantor Lukinhas volta ao Rock in Rio com dois shows e reflete: 'A favela ainda não venceu'

Cria da comunidade do Rio, cantor Lukinhas volta ao Rock in Rio com dois shows e reflete: 'A favela ainda não venceu' - Foto
Fonte da notícia: Extra Extra

Quando era criança, Lukinhas nem imaginava um dia subir num palco do Rock in Rio, mesmo sendo um evento tão perto de onde era sua casa. Cria da comunidade de Asa Branca, na Zona Sudoeste da capital Fluminense, bem próximo onde o festival é realizado, o artista realiza o sonho de cantar no evento, ainda mais em dose dupla. Ele se apresenta duas vezes nesta segunda-feira (7), no palco Highway Stage.

Cantor: Look histórico cravejado de cristais é febre em dia de show do Elton John no Rock in Rio; entenda a história do figurino Atletas: Medalhistas paralímpicos curtem domingo de Rock in Rio — Embora vivia aqui do lado, é um “tão perto e tão longe”. Na realidade da minha comunidade, quando anunciava o Rock in Rio, a gente não pensava “puxa, vamos Comprar um ingresso”. A gente pensava em ganhar dinheiro de alguma forma, como vender água na porta do evento. Não era um sonho possível. Esses sonhos não são vendidos pra gente que é de comunidade. Estar aqui hoje é uma realização enorme — diz o cantor de 32 anos, que chegou a ver um primo que mora na comunidade vendendo capa de chuva enquanto chegava ao Rock in Rio: — Essa realidade ainda não mudou. Faz eu pensar muito sobre aquela frase “a favela venceu”. A favela ainda não venceu, eu consegui vencer. Mas ainda faltam meus amigos, minha família… Isso acaba me incentivando cada vez mais. Quem sabe numa próxima edição eu consiga trazer algum artista lá de Asa Branca para cantar comigo… É a segunda vez que ele se apresenta no Rock in Rio. Ele subiu ao palco Supernova em 2024. Dessa vez, ele faz show no mesmo dia que Elton John, Roupa Nova, Gilberto Gil, entre outros.

— É incrível estar aqui. Acho que o menor sonhador de Asa Branca, o Lukinhas de 12 anos, que começou nessa jornada com violão nas costas, nunca imaginaria que estaria num palco perto do Elton John, perto de Roberto Menescal. É surreal — conclui.

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