CPU NVIDIA Vera alcança 1,2 TB/s de memória e rivaliza com AMD e Intel

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O site Tom’s Hardware realizou uma série de testes comparando a CPU Vera com produtos da concorrência azul e vermelha. Há uma série de desafios e problemas, mas os resultados ainda representam uma vitória para a NVIDIA.

Afinal, trata-se do primeiro núcleo personalizado do time verde. E ele representa uma melhoria significativa em quase todos os aspectos em relação ao Grace, que utilizava um design de núcleo Arm padrão de mercado.

Núcleos / Threads88 / 176Cache L22 MB por núcleoCache L3164 MB por CPUMemóriaAté 1,5 TB SOCAMM2 LPDDR5XVelocidade da memóriaAté 9.600 MT/sLargura de banda da memóriaAté 1,2 TB/s (agregado)14 GB/s por núcleoPCIe88 pistas PCIe 6.4 (somente CPU)96 pistas PCIe 6.4 (Vera Rubin)bifurcação em até x2, CXL 3.1TDP configurável250 W – 450 W

A CPU de 88 núcleos é baseada na arquitetura Armv9.2-A e conta com duas threads por núcleo, graças à tecnologia de “multithreading espacial” do time verde. O chip apresenta uma unidade de decodificação de 10 vias e incorpora a segunda geração do Scalable Coherency Fabric (SCF) da NVIDIA.

Trata-se de uma estrutura em malha (mesh) que distribui o cache L3 por todo o chip, proporcionando uma largura de banda de até 3,4 TB/s em toda a sua extensão. Por fim, a Vera também oferece uma elevada largura de banda de memória, utilizando módulos substituíveis SOCAMM2 LPDDR5X operando a 9600 MT/s.

Isso resulta em uma largura de banda total de memória de até 1,2 TB/s, mais que o dobro do encontrado nos designs de alta densidade Turin, da AMD. Notícias Relacionadas:

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Plataforma TestadaMemóriaProcessador testado2P Nvidia MGX Vera (plataforma de referência)16 x 96 GB (1,5 TB) Samsung LPDDR5-9600 ECC SOCAMM2Nvidia Vera2P Supermicro SYS-222HA24 x 64 GB (1,5 TB) Micron DDR5-8800 ECC MRDIMMIntel Xeon 6980P2P AMD Volcano (plataforma de referência)24 x 64 GB (1,5 TB) SK hynix DDR5-6000 ECC RDIMMAMD EPYC 9965, EPYC 9755

A Vera oferece um ótimo desempenho em Python, linguagem que constitui grande parte da base do ecossistema de software de Inteligência Artificial. Ela também demonstra uma largura de banda de memória impressionante, tanto no nível de soquete quanto no nível de sistema, graças à interconexão de alta velocidade C2C entre os chips Vera.

Falando de ambientes complexos que utilizam agentes que podem realizar consultas a grandes bancos de dados, essa largura de banda é um fator crítico.Sobre a concorrência, a vantagem é que, além do seu bom desempenho nessas cargas de trabalho relacionadas a agentes de IA, ela também é competente em tarefas de servidores de uso geral.

Nos testes do Tom’s Hardware, ela conseguiu igualar ou superar chips equivalentes, como os modelos Turin, da AMD, e Granite Rapids-AP, da Intel. Analisando cargas de trabalho de “frontend”, o cenário torna-se mais equilibrado, com a maior densidade de núcleos das CPUs x86 levando, muitas vezes, vantagem.

Em contrapartida, a Vera troca essa densidade por um desempenho robusto em operações de “backend” que envolvem grandes volumes de dados. Por que importa?

Créditos: NVIDIA. A CPU Vera representa um passo importante para a construção de infraestrutura para Inteligência Artificial, algo que a NVIDIA tem trabalhado intensamente e se mantido na vanguarda.

O fato de placas RTX 5090 estarem sumidas do mercado e os preços de R$ 44.740,87 (ZOTAC Solid OC), inclusive, são consequência. Outro ponto é que essa CPU chega no momento da transição para fluxos de trabalho baseados em agentes de IA, o que gerou uma grande demanda por CPUs para data centers.

E, segundo o material de marketing do time verde, a CPU foi projetada especificamente para esse cenário. O problema é que a ideia de um produto desenvolvido para atender a uma mudança de demanda surgida há apenas seis meses parece um tanto forçada.

Por isso o Tom’s Hardware decidiu fazer os benchmarks, que indicam que as alegações da NVIDIA sobre a Vera são confiáveis. Detalhes finais

A NVIDIA deixou claro que a Vera é uma CPU voltada para agentes, embora a definição de métricas de desempenho para um “ciclo de agente” ainda esteja em desenvolvimento. E, reforça-se, ainda não existem benchmarks padronizados que abranjam o ciclo completo de um agente.

Por isso, o Tom’s Hardware analisou o desempenho da CPU sob a ótica de um fluxo de trabalho baseado em agentes, priorizando aspectos relevantes para esses ciclos. A ideia era tentar determinar a posição do Vera em relação aos concorrentes da arquitetura x86.

Ainda há o problema de se tratar de uma CPU para servidores. E servidores contam com operadores muito mais qualificados, com acesso mais profundo ao hardware e, frequentemente, com uma pilha de software que é, no mínimo, específica para aquela carga de trabalho altamente ajustada e otimizada para ela.

Isso significa que, se no segmento de PCs é possível afirmar que um chip AMD X3D é o melhor para jogos, no caso de servidores, a avaliação depende muito mais dos casos de uso específicos. Créditos: Elaboração própria a partir dos dados do Tom’s Hardware.

Para deixar as coisas mais complicadas, todos os testes de desempenho são estimativas, dada a forma como o SPEC gerencia a divulgação de resultados. E o SPEC CPU 2026 “intrate” é a principal referência para a CPU Vera.

Nalguns testes, como o geral, que avalia a capacidade da CPU ao lidar com múltiplas aplicações simultâneas, medindo, assim, a sua vazão, os números obtidos pelo Tom’s Hardware foram similares aos apresentados pela NVIDIA. Porém, se há testes nos quais a Vera se destaca, há outros nos quais ela apresenta um desempenho inferior.

Para os interessados numa leitura aprofundada, os testes completos e os resultados podem ser vistos na matéria oficial do Tom’s Hardware. Fonte: Tom’s Hardware.

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