irmã de Kim Jong-un rejeita a atribuição do FBI ao grupo TraderTraitor; Trump diz não saber se Pyongyang participou do roubo de US$ 6 bilhões A ditadura da Coreia do Norte negou nesta terça-feira, 3, qualquer ligação com o roubo de US$ 6 bilhões em criptomoedas da corretora Binance.
Em comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un, classificou a acusação do FBI como “grave provocação política”. Kim afirmou que a declaração da polícia federal americana é “retórica absurda e nada de novo”.
Ela lembrou que Washington já havia atribuído à Coreia do Norte o ataque à plataforma Bybit, em fevereiro de 2025. “É uma grave provocação política contra a RPDC que os Estados Unidos enganem a opinião pública internacional, como se todos os crimes cibernéticos cometidos em diferentes partes do mundo fossem obra nossa”, declarou.
RPDC é a sigla do nome oficial da Coreia do Norte. Kim também afirmou: “Esta é uma tentativa sinistra de prejudicar a imagem internacional da RPDC e minar sua dignidade e seu prestígio nacional, além de representar outra grave violação da soberania da RPDC”.
Na véspera da nota, no sábado, o FBI informou que o TraderTraitor, grupo de hackers ligado ao regime norte-coreano, foi o responsável pelo ataque. O mesmo grupo é apontado como autor do roubo de US$ 1,5 bilhão da Bybit, que até então era o maior furto de criptomoedas já registrado.
A Binance lidera o setor em volume diário de transações. Quando o ataque se tornou público, na sexta-feira, os preços da maioria das principais criptomoedas caíram.
Depois do comunicado do FBI, o presidente americano, Donald Trump, expressou dúvida sobre o envolvimento da Coreia do Norte. Em sua residência na Flórida, disse a jornalistas: “Não estou preocupado.
Estamos nos informando sobre o assunto. Não sabemos se foi a Coreia do Norte”.
Trump já declarou que aceita se reunir com Kim Jong-un neste ano. Pyongyang não respondeu a esses gestos.
O Antogonista