Coreia do Norte nega responsabilidade por explosão de mina na fronteira com o Sul

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Kim Yo Jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-Un, negou a acusação de Seul de que seu país seria responsável pela explosão de uma mina na semana passada na zona desmilitarizada (DMZ) na fronteira, que feriu três soldados, informou a mídia estatal nesta quarta-feira (horário local, noite de terça em Brasília). As duas Coreias ainda estão tecnicamente em guerra, já que o conflito entre os dois países vizinhos (1950-1953) terminou com um armistício, e não com um tratado de paz. Leia mais: Regime de Kim vira vencedor improvável do pós-pandemia com exploração de norte-coreanos na Rússia e na China Veja também: Conheça o 'robô soldador' coreano que escala paredes, anda pelo teto e carrega até 30 kg A explosão, ocorrida em 21 de setembro, feriu três soldados sul-coreanos, um dos quais perdeu um pé, dentro da DMZ, uma área de 4 km de largura que divide a península por quase 250 km desde 1953. A Coreia do Sul denunciou o incidente nesta terça-feira como uma "violação do armistício" por Pyongyang e anunciou "medidas correspondentes". A acusação sul-coreana é "mesquinha e suja demais, como convém às tribos da República da Coreia", disse a irmã do líder norte-coreano em um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial KCNA. Galerias Relacionadas Horas depois, nesta quarta-feira, o Comando das Nações Unidas, que administra o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia, declarou que uma investigação conduzida em conjunto com Seul havia "identificado uma mina antipessoal ativa pertencente à República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) no lado coreano da Linha de Demarcação Militar". "Com base nas conclusões da investigação, o Comando das Nações Unidas determinou que ocorreu uma violação do Acordo de Armistício", acrescentou, reiterando o que a Coreia do Sul havia dito um dia antes. Galerias Relacionadas O exército sul-coreano também exigiu "veementemente" um "pedido de desculpas e medidas responsáveis", disse um porta-voz a repórteres. A DMZ é uma das fronteiras mais fortemente fortificadas do mundo, e incidentes com minas terrestres já exacerbaram as tensões entre as duas Coreias. Após conduzir uma investigação sobre a explosão, o Ministro da Defesa sul-coreano, Kang Shin-chul, prometeu que suas forças armadas "têm à sua disposição uma série de medidas necessárias", sem fornecer mais detalhes. O oficial declarou nesta terça-feira que as minas norte-coreanas ligadas ao incidente de 21 de setembro teriam sido instaladas como parte das obras de fortificação da fronteira de Pyongyang.

No entanto, Kim Yo Jong afirmou que a Coreia do Sul está "fabricando" falsas acusações como pretexto para uma provocação política e militar contra a Coreia do Norte, informou a KCNA.

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