Um tribunal de Seul ordenou nesta quarta-feira que Pyongyang pague aproximadamente US$ 32,5 milhões (cerca de R$ 167 milhões) pela destruição de um escritório na Coreia do Norte em 2020, que tinha como objetivo fortalecer as relações entre as duas Coreias, informou a agência de notícias Yonhap. O processo pela destruição do Escritório de Ligação Intercoreano marca a primeira vez que Seul busca indenização diretamente do Estado norte-coreano, de acordo com relatos da mídia local. Leia mais: Coreia do Norte diz ter realizado 'exercício de ataque de grande poder de fogo' Veja também: Coreia do Sul afirma que aeronaves militares russas entraram em sua zona de defesa aérea O prédio em questão estava localizado no agora extinto Complexo Industrial de Kaesong, onde empresas sul-coreanas empregavam trabalhadores norte-coreanos. No entanto, Pyongyang explodiu o prédio em junho de 2020, após vários dias de tensões elevadas devido ao envio de balões com panfletos anti-Coreia do Norte por ativistas sul-coreanos, o que levou o Norte a classificar o escritório como "inútil". "A Coreia do Norte deve pagar ao governo sul-coreano 44,6 bilhões de won [cerca de R$ 167 milhões] em indenização pela demolição do escritório de ligação", decidiu o Tribunal Distrital Central de Seul, segundo a agência Yonhap. O escritório foi inaugurado em setembro de 2018, dias antes de o então presidente sul-coreano, Moon Jae-in, viajar a Pyongyang para sua terceira cúpula com o líder norte-coreano, Kim Jong Un. Cerca de 20 funcionários de cada lado trabalharam no escritório durante os meses seguintes, até que as operações foram suspensas em janeiro de 2020 devido à pandemia de Covid-19.
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Coreia do Norte é condenada a pagar US$ 32,5 milhões a Seul por explodir escritório
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O Globo
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