O coque é um daqueles penteados que atravessam tendências sem perder o lugar entre os favoritos dos tapetes vermelhos.
A explicação está menos na nostalgia do visual do que na versatilidade: preso alto ou baixo, polido ou despojado, com tranças ou fios soltos, ele pode mudar completamente de aparência sem deixar de ser reconhecido.
Foi justamente por essa possibilidade de releitura que Marina Ruy Barbosa apostou no clássico para o tapete vermelho da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, realizado na sexta-feira, 14 de agosto.
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Para a ocasião, a atriz apareceu com os cabelos divididos ao meio e presos em um coque trabalhado com tranças.
A combinação cria um resultado preciso, mas não excessivamente rígido.
A risca central deixa a parte frontal mais limpa e evidencia os traços do rosto, enquanto o trançado acrescenta textura e quebra a uniformidade do penteado.
Marina Ruy Barbosa usa coque com tranças e dá nova cara ao penteado clássico
Divulgação Kopv
A escolha também conversa com um movimento que vem aparecendo nos grandes eventos de beleza de 2026.
Versões tradicionais do coque continuam em cena, mas ganham novos acabamentos.
No Met Gala, Hailey Bieber usou um modelo baixo e polido para acompanhar o look Saint Laurent, enquanto Cara Delevingne surgiu com um chignon mais estruturado.
Anne Hathaway optou por uma versão alta, e Julianne Moore levou os fios alinhados para trás.
Zendaya também apostou no cabelo preso durante sua passagem pela CinemaCon, com um coque de acabamento sleek.
Mais do que uma tendência passageira, o penteado funciona como uma espécie de tela em branco para diferentes propostas.
O formato pode ser ajustado à roupa, à maquiagem e até ao efeito que se pretende criar no rosto.
No caso de Marina, as tranças introduzem um elemento mais elaborado sem tirar do visual a sofisticação esperada para uma noite de cinema.
Marina Ruy Barbosa mostra como deixar o coque clássico mais atual com tranças
Divulgação Kopv
Para o hairstylist Ricardo dos Anjos, partner talent de TRUSS, essa capacidade de transformação ajuda a explicar a permanência do coque.
"Ele nunca sai de cena porque permite muitas interpretações.
Dá para deixá-lo mais limpo, acrescentar uma trança, mudar a divisão ou trabalhar o formato.
Pequenos detalhes já transformam bastante o resultado, sem perder a elegância característica do penteado", explica.
No visual da atriz, a parte frontal bem definida também tem papel importante no equilíbrio da produção.
A risca central conduz o cabelo para trás e cria uma moldura precisa para o rosto, enquanto o trabalho das tranças aparece como um detalhe de textura.
O resultado é um penteado que chama atenção pelo acabamento, sem disputar espaço com os demais elementos da produção.
Para chegar a um coque desse tipo, porém, o efeito final começa antes de prender os fios.
A preparação é especialmente importante quando a intenção é conseguir uma superfície alinhada e, ao mesmo tempo, preservar movimento suficiente para construir tranças e modelar a estrutura.
"É preciso controlar o frizz e trazer brilho sem pesar.
O cabelo também precisa manter maleabilidade para que as tranças sejam feitas e o coque possa ganhar forma.
Encontrar esse equilíbrio é o que ajuda o penteado a permanecer bonito e bem estruturado ao longo do evento", diz Ricardo.
Coque com tranças volta aos holofotes com Marina Ruy Barbosa
Divulgação Kopv
A escolha de Marina em Gramado mostra por que o coque continua tão presente nos tapetes vermelhos.
Com uma nova textura, outra altura ou detalhes como tranças e diferentes divisões, o penteado ganha novas versões sem perder a elegância que fez dele um clássico.
Coque com tranças ganha nova versão com Marina Ruy Barbosa; veja como usar
Reprodução Instagram
Coque com tranças: Marina Ruy Barbosa mostra como atualizar o penteado clássico
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