COP17 sobre Biodiversidade inicia dia 19 na Armênia para discutir proteção ambiental

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Delegados de mais de 200 países estarão reunidos a partir de segunda-feira (19), em Yerevan, capital da Armênia, para a 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Este encontro, que vai até o dia 30, visa discutir medidas para proteger e restaurar a natureza. Este ano, será feita a primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF), um acordo firmado por 196 nações que contém 23 metas para serem cumpridas até 2030. A conferência, realizada bienalmente, tem o propósito de debater estratégias e firmar acordos para combater a contínua perda de biodiversidade no mundo. Na última sexta-feira (16), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou em seu discurso que os esforços coletivos ainda estão aquém do necessário para conter a perda da biodiversidade. Ele apontou que, apesar de avanços como metas nacionais definidas e a proteção legal de vastas áreas terrestres e marinhas, a proteção efetiva dos ecossistemas ainda é insuficiente. António Guterres alertou que, seguindo o ritmo atual, só 26% dos ecossistemas terrestres e 12% dos marinhos estarão protegidos em 2030, reforçando a necessidade de acelerar as ações. Uma análise feita pelo Global Cooperation Institute (GCI), sob encomenda do WWF, revela que a implementação das metas está atrasada e que o comprometimento ainda não é suficiente em muitos países. O relatório enfatiza que os modelos econômicos atuais contribuem para a perda da biodiversidade, além de agravar mudanças climáticas, falta de água, insegurança alimentar e riscos à saúde pública. O estudo revela também que países ricos em biodiversidade frequentemente arcam com custos altos para manter ecossistemas que beneficiam globalmente, o que exige maior suporte financeiro, capacitação e cooperação internacional. Segundo o GCI, os impactos econômicos não contabilizados desses danos somam entre US$ 10 trilhões e US$ 25 trilhões ao ano. Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, destaca que a COP17 deve incentivar os países a cumprir seus compromissos, ressaltando que a colaboração global na preservação da natureza traz benefícios claros, como maior resiliência ecológica, segurança alimentar e hídrica, além de menor vulnerabilidade econômica. No que tange ao Brasil, a delegação brasileira entende que o país tem papel vital na execução do Marco Global da Biodiversidade, graças à sua enorme diversidade biológica e a práticas exitosas de conservação que podem servir de exemplo mundial. Um destaque importante é a ampliação da conectividade entre áreas terrestres, de água doce e marinhas, por meio de redes de corredores verdes e azuis. O WWF-Brasil pretende colocar esse tema em evidência durante a conferência, buscando o reconhecimento da conectividade ecológica como uma ferramenta central para preservar a integridade dos ecossistemas, fortalecer sistemas de áreas protegidas e garantir a sobrevivência das espécies. Segundo Marcelo Oliveira, diretor técnico de Biodiversidade do WWF-Brasil, proteger a biodiversidade requer uma visão integradora dos ecossistemas, indo além das áreas protegidas isoladas. O WWF-Brasil também prepara uma proposta para incluir a conectividade ecológica no Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas, que existe desde 2004 e visa criar e monitorar redes globais de áreas protegidas. Marcelo Oliveira conclui que a proteção e reconexão dos ambientes terrestres, aquáticos e marinhos é essencial para aumentar a eficácia da conservação e atingir as metas de biodiversidade até 2030. O post COP17 sobre Biodiversidade inicia dia 19 na Armênia para discutir proteção ambiental apareceu primeiro em Notícias do Planalto.

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