Coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro mantém promessa de “tesouraço” de R$ 200 bi e privatização de estatais

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A ex-presidente da Caixa Econômica Federal e atualmente responsável pela coordenação da agenda econômica da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, reiterou em entrevista concedida à rádio CBN Bahia nesta segunda-feira (19) os planos de aplicar um severo enxugamento nos cofres públicos, estimado em R$ 200 bilhões, além de sinalizar a desmobilização de patrimônio público por meio de privatizações.

A conselheira da campanha bolsonarista defendeu a reestruturação dos programas de transferência de renda ao propor novos limites para a permanência de beneficiários no Bolsa Família. De acordo com o esquema proposto, a gestão planeja estabelecer um Ministério da Prosperidade com a finalidade de rever prazos de permanência no auxílio federal. “Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro, na etapa de vida que tiver, os beneficiários do Bolsa Família, aquele que já empreende e é MEI, aquele que é micro [empreendedor], todos vão ter um plano para que o Estado apoie e cresçam mais. (…) E principalmente quem está no Bolsa Família vai ter uma regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada, com uma regra de transição por dois anos, e um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada. (…) Por isso ele vai criar o Ministério da Prosperidade, focado em colocar o brasileiro para crescer junto com o Brasil”, afirmou.

Ao abordar a drástica meta de “tesouraço” nos gastos públicos na casa dos R$ 200 bilhões, a coordenadora não detalhou o planejamento de enxugamento e buscou justificar os cortes direcionando ataques ao governo Lula (PT). “O nosso ‘tesouraço’ é na roubalheira, nos privilégios, nos supersalários, nesses cargos comissionados dos companheiros do PT, nos buracos das estatais, nas regalias”, declarou a economista.

Quanto ao futuro das empresas públicas brasileiras, Daniella Marques adiantou que a plataforma econômica da candidatura prevê a criação de um grupo colegiado decisório para viabilizar a entrega de ativos estatais ao setor privado. Ao detalhar o projeto de alienação das companhias públicas e a reformulação de arcabouços regulatórios, ela pontuou: “a gente vai ter que restabelecer a governança e a profissionalização das estatais, antes que a gente possa definir, num comitê gestor e em um novo marco das estatais, assim como nas agências reguladoras, no governo do Flávio Bolsonaro, acabar com essa roubalheira e essa zona do governo Lula para que a gente defina quais são, de fato, de interesse de Estado e do povo brasileiro e quais a gente pode monetizar”.

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