Controlador aéreo de drones: conheça a nova profissão do futuro que já é realidade

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Imagine trabalhar como controlador de tráfego aéreo, mas, em vez de aviões comerciais, monitorar drones que entregam pizzas, sushis e até bolos de sorvete. Essa é a rotina de Trevor Wischnewsky, um profissional que atua em uma função emergente nos Estados Unidos: a de controlador de operações de drones.

Wischnewsky trabalha na FlyTrex, empresa especializada em entregas por drones, como piloto remoto em comando (RPIC, na sigla em inglês). Sua responsabilidade é supervisionar aeronaves autônomas que transportam encomendas para residências e estabelecimentos comerciais em um raio de aproximadamente 4,8 quilômetros.

Em entrevista à MIT Technology Review, ele contou que decidiu seguir a carreira ao descobrir que drones já estavam entregando alimentos em seu bairro, no Texas. "Era superfascinante.

Imediatamente quis fazer parte disso", afirmou. Embora não pilote diretamente as aeronaves, Wischnewsky acompanha as entregas de uma central de operações, utilizando informações de GPS, lasers e outros sensores.

Em momentos de maior movimento, chega a supervisionar dez drones simultaneamente. O trabalho também exige coordenação com outras empresas que operam na região de Dallas, como Amazon, Zipline e Wing, da Alphabet, controladora do Google.

Para evitar colisões, as companhias utilizam um sistema de gerenciamento de tráfego de aeronaves não tripuladas, conhecido como UTM. A tecnologia permite que drones de diferentes operadores compartilhem suas coordenadas em tempo real e mantenham rotas seguras, mesmo quando estão fora do campo de visão dos pilotos.

Mas, se os drones são autônomos, por que precisam de controladores humanos? Segundo Wischnewsky, o profissional funciona como uma camada adicional de segurança. Antes de cada voo, ele verifica as condições meteorológicas, a preparação da aeronave e possíveis obstáculos na rota.

Também precisa estar pronto para assumir o controle em situações inesperadas. Ele relembra um episódio em que uma mudança repentina na intensidade do vento exigiu sua intervenção segundos após a decolagem.

O drone foi trazido de volta com segurança, evitando que um sorvete transportado pela aeronave acabasse no chão. Para exercer a função na FlyTrex, é necessário possuir certificação de piloto de drones da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e concluir um treinamento aprovado pela agência, com duração de algumas semanas.

Wischnewsky já tinha essa certificação e estava se preparando para se tornar piloto comercial e instrutor de voo quando se candidatou à vaga. Mais Lidas

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