O Consulado da República de Angola e o Conselho da Justiça Federal abrem no próximo dia 3, às 17h30, a exposição “Valongo: Justiça pela Memória do Cais”, iniciativa que faz parte da programação do Mês da Consciência Negra. A mostra, realizada no Espaço Cultural de Angola, propõe uma reflexão sobre memória histórica, reconhecimento e valorização das trajetórias dos povos africanos e afro-brasileiros.
Além da exposição, a programação de abertura terá a mesa de debates “Histórias e Vivências Afrodescendentes”, reunindo Silviane Lopes da Silva, doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Jacques d’Adesky, pós-doutor pela Universidade de Paris e coordenador do Centro de Estudos Afro-Asiáticos.
O título da exposição remete ao Cais do Valongo, importante sítio histórico associado à chegada forçada de africanos escravizados ao Brasil. Sua memória constitui um marco fundamental para a compreensão da história da escravidão, de seus impactos na sociedade brasileira e da necessidade de reconhecimento e reparação histórica.
A iniciativa conta com o apoio do Consulado-Geral da República de Angola no Rio de Janeiro, da Câmara de Comércio, Indústria, Turismo, Ciência, Tecnologia e Cultura Brasil-Angola (CCB) e do Instituto Multi e da Odarah Afrocultural, parceiros na valorização da cultura afro-brasileira, da memória e das vivências afrodescendentes.
O Espaço Cultural de Angola fica na Avenida Presidente Wilson, 113, no Centro do Rio.
O Globo