Em 4 de outubro, o eleitor fez escolhas claras. A Câmara renovou 35,7% das cadeiras, menos que em 2018 (47,4%) e em 2022 (39,4%).
Era o esperado de um Congresso que ampliou os próprios poderes. No Senado, 40 das 54 cadeiras em disputa mudaram de mãos.
A vitória histórica da extrema direita, institucionalizada no PL, trouxe uma ameaça clara: enxugar os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois resultados empurram o país na mesma direção: um Congresso que concentra poder, afrouxa os controles sobre si e, depois de avançar sobre o Executivo, mira o Judiciário.
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O Globo